24 de Choque: A Verdade que o Governo Não Consegue Mais Esconder
- Tocantins Atual

- 24 de nov. de 2025
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A paralisação marcada pela Polícia Civil, SINPOL e SINDIPERITO no dia 24 não é apenas um protesto: é o diagnóstico cru de um sistema que desabou enquanto o governo repetia que estava “tudo sob controle”. A segurança pública do Tocantins atravessa uma crise estrutural que já não pode ser disfarçada por anúncios vazios ou discursos cuidadosamente montados.
O efetivo da Polícia Civil caiu a níveis tão baixos que diversas delegacias já não conseguem cumprir o básico. Em vários municípios, flagrantes, oitivas e investigações simplesmente deixaram de existir. Em outros, servidores precisam percorrer mais de 100 km para garantir o atendimento mínimo uma realidade tão absurda que beira o surrealismo administrativo. Os números expõem o que o governo tenta esconder:
Mais de 1.200 cargos vagos uma polícia inteira faltando
Quase metade do efetivo previsto em lei sucateamento oficializado
Concurso autorizado, mas sem banca, sem cronograma e sem avanço propaganda sem entrega
Servidores no limite físico e psicológico, e unidades operando no fio da navalha SINPOL e SINDIPERITO vêm alertando há meses: o sistema está à beira do colapso. Agora, ultrapassou. A polícia está parando porque o Estado já parou antes dela. E o governo? A gestão Laurez Moreira segue acumulando sinais de descaso, evitando diálogo e empurrando a crise com a barriga, como se ignorar a realidade fosse uma forma de resolvê-la. O silêncio virou política pública. O improviso virou método. E a segurança virou aposta. O mais irônico e trágico é que, enquanto o governo insiste em anúncios de efeitos inexistentes, a população paga a conta de uma estrutura que já não aguenta ficar de pé. Quando a Polícia Civil, o SINPOL e o SINDIPERITO chegam ao ponto de cruzar os braços, não é um recado: é um grito. Um grito de um sistema estrangulado, negligenciado e abandonado.
A paralisação do dia 24 é mais do que um alerta. É a prova de que o Tocantins está sendo conduzido perigosamente à beira de um apagão na segurança pública e o governo continua fingindo que não ouviu o barulho da queda.












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