AS PRIORIDADES DE JORGE FREDERICO
- WELTON FERREIRA

- há 12 horas
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Em Araguaína, a dengue avança, a rede de saúde sente o peso da demanda e a população cobra respostas. Mas, nos bastidores da política local, há quem pareça ter encontrado outra urgência: o Carnaval.
Segundo fontes internas que acompanham de perto a movimentação de emendas, o deputado estadual Jorge Frederico não destinou recursos para a saúde do município neste momento crítico. Nada para reforçar o enfrentamento à dengue. Nada para aliviar a pressão sobre o sistema.
Ainda de acordo com esses relatos, enquanto a cidade lidava com a necessidade de investimento em prevenção e combate à doença, a escolha teria sido outra: envio de emenda para apoiar o Carnaval por meio de associações locais.
Porque, aparentemente, entre combater o mosquito e garantir o desfile, a prioridade foi manter o som alto.
E não para por aí.
Nos bastidores, comenta-se que quatro vereadores historicamente ligados ao grupo político do deputado que antes se posicionavam como oposição hoje estão alinhados ao Paço Municipal, acompanhando de forma disciplinada os interesses da gestão.
Na prática, segundo essas fontes, fazem exatamente o que o Executivo deseja.
Já o deputado Marcus Marcelo, mesmo sendo oposição, destinou cerca de R$ 500 mil para investimentos na saúde, com foco direto no combate à dengue uma escolha que, entre técnicos e servidores, é vista como resposta concreta à realidade enfrentada pela população.
Enquanto isso, outra cena chama atenção.
Relatos indicam que, durante os eventos carnavalescos financiados com esses recursos, o nome do parlamentar teria sido anunciado em alto e bom som, garantindo que os foliões soubessem quem patrocinava a festa.
O efeito colateral?Moradores reclamando do barulho, da perturbação do sossego e da presença de arruaças e maus elementos nas redondezas um contraste amargo para quem convive com a falta de investimentos na saúde.
No fim das contas, a cidade assiste a um enredo curioso:
De um lado, recursos para combater a dengue. Do outro, recursos para garantir o batuque.
E em tempos de crise sanitária, a pergunta que fica é simples ainda que incômoda:
O que deveria vir primeiro: o silêncio do mosquito… ou o barulho do trio?












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