A Caneta Fatídica de Laurez: Os 'Gafanhotos' Comissionados e a Lei do Talião no Palácio
- Flávio Guimarães

- há 3 dias
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Se você pensava que a política do Tocantins era feita com flores, acorde. O Palácio Araguaia virou um campo de batalha onde a única moeda de troca é a demissão em massa, e a caneta do governador em exercício, Laurez Moreira (PSD), está mais afiada que navalha de barbeiro. O recado? Apoie o impeachment de Wanderlei ou perca o churrasco dos indicados.
A lista de exonerações parece um troféu de caça: "gafanhotos" comissionados ligados a deputados como Nilton Franco (REP), Marcus Marcelo (PL) e Moisemar Marinho (PSB) foram varridos do mapa administrativo. O recado não poderia ser mais explícito. Laurez, demonstrando uma habilidade surpreendente em "limpar a casa", está aplicando a Lei do Talião política: olho por olho, cargo por voto.
"É o famoso 'morde e assopra', só que, neste caso, é só 'morde' mesmo," ironiza uma fonte de dentro da Assembleia. "Quem não assinar o cheque do impeachment agora, pode se preparar para ver o telefone do afilhado comissionado tocar. A ordem é pressionar até o osso."
O cinismo atinge o ápice. Enquanto alguns deputados se fingem de "neutros" ou "preocupados com o povo", a verdade é que estão calculando quantos votos custa o emprego daquele primo. E o Palácio está contando. A mensagem é sussurrada nos gabinetes: ou muda de lado, ou a próxima canetada será mais dolorosa.
E o governador afastado, Wanderlei Barbosa (REP)? Bem, ele está tentando parecer firme, mas parece que está em uma banheira cheia de cubos de gelo. A cada tentativa de esboçar uma defesa ou afirmar sua inocência, o grupo adversário puxa do arquivo "grandes sucessos" das operações policiais passadas.
É a tática do "déjà-vu da Polícia Federal": quando Wanderlei tenta se levantar, a oposição ressuscita um escândalo antigo. É como se ele estivesse preso em um loop temporal, onde sua defesa é constantemente abafada pelo eco de manchetes do passado. Ele não consegue sequer "respirar" politicamente, pois a cada inspiração vem o cheiro de um dossiê antigo.
A ironia final? Enquanto Laurez usa o poder dos cargos para construir sua base, Wanderlei assiste de longe, na posição desconfortável de quem já não manda, mas ainda sofre o bombardeio. A briga pelo Tocantins não é por ideologia ou projeto; é um jogo cruel de xadrez onde os peões são os servidores comissionados, e o xeque-mate se chama Impeachment.
O que você acha que acontecerá se os deputados continuarem resistindo à pressão do Palácio?












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