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A CONTA NÃO FECHA MAS SOBRA PARA O CONTRIBUINTE

  • Foto do escritor: FLÁVIO GUIMARÃES
    FLÁVIO GUIMARÃES
  • 8 de jan.
  • 2 min de leitura

Enquanto a cidade estourava fogos e brindava a virada de 2025, a Prefeitura optou pelo expediente mais antigo da política mal explicada: o silêncio estratégico. No dia 29 de dezembro, longe de audiência pública, debate ou qualquer verniz de transparência, foi publicado o decreto que encarece o IPTU de 2026. Tudo feito na surdina, quando a atenção do cidadão estava no réveillon e não no Diário Oficial.

A justificativa oficial tenta dourar a pílula com o eufemismo clássico: “atualização monetária”. Mas não há maquiagem que esconda o óbvio. IPTU aumentou, sim. Os 4,68% do IPCA não são um detalhe técnico nem um ajuste neutro. São reais a mais para alguns poucos, trocados; para muitos, um peso considerável arrancados do bolso de quem já paga caro para morar em Araguaína.

E o decreto vai além do reajuste. Ele escancara, em tabelas frias, uma cidade profundamente desigual, onde o metro quadrado pode custar menos de R$ 20 em umas regiões e mais de R$ 2.700 em outras. A desigualdade urbana deixa de ser diagnóstico e vira política oficial e o imposto acompanha, com zelo cirúrgico.

Questionar? Nem pensar. O texto é cristalino: a aplicação dos novos valores é obrigatória, sob pena de punição administrativa aos servidores que ousarem sair da linha. Não é apenas aumento por decreto é imposição por decreto, no sentido mais literal e autoritário do termo.

Nesse caldo, chama atenção o comportamento de quem gosta de se autodenominar “pé de toddy”. Em vez de responsabilidade política, parece afundar cada vez mais numa lama simbólica e real. A imagem pública escorre, afunda e se mistura ao mesmo barro que tenta usar como palanque improvisado.

Já Wagner aparenta estar em outra frequência: a do marketing permanente. Vídeos bem enquadrados, poses ensaiadas, encenações diárias para as redes sociais. Desentupir buraco vira espetáculo, lama vira cenário, e a narrativa do “gestor que trabalha” é cuidadosamente iluminada. Tudo muito produzido. Tudo muito conveniente. Enquanto a câmera grava, os impostos sobem. A lama visível distrai. A lama invisível a que pesa no bolso do contribuinte passa sem alarde.

Em resumo: a gestão tapa buraco com barro, filtro e propaganda, enquanto abre um rombo silencioso no orçamento das famílias. O imposto sobe, o discurso floreia, o decreto se impõe e o cidadão paga a conta. Sem debate, sem aviso e com a soberba típica de quem acredita que a população não percebe.

Mas percebe. E cobra.

 
 
 

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