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A Câmara que não fiscaliza e a presidência que finge governar

  • Foto do escritor: FLÁVIO GUIMARÃES
    FLÁVIO GUIMARÃES
  • 27 de jan.
  • 2 min de leitura



Na Câmara de Vereadores de Araguaína, o cenário beira o constrangedor: há presidente, há estrutura, há orçamento mas falta aquilo que justifica a existência do cargo.

Segundo fontes internas, o comando de Max Fleury vive em modo de espera. Não apresenta projetos relevantes para a população, não puxa debates estruturantes e não lidera pautas de interesse coletivo. O Legislativo segue sem protagonismo, funcionando apenas quando é provocado geralmente de fora.

Nos bastidores, a crítica é direta: “A Câmara só se mexe quando é acionada pelo prefeito.”

Quando o chamado vem do Executivo, tudo anda. Quando a demanda exige independência, cobrança ou enfrentamento, o silêncio toma conta do plenário.

Outro ponto que gera incômodo interno é a situação das obras da própria Câmara, que seguem sem avanço, sem explicações públicas e sem qualquer posicionamento firme da presidência. Ninguém sabe ao certo por que a reforma não anda, quem responde pelo atraso ou quando haverá conclusão. O assunto simplesmente não entra em pauta.

E não para por aí.

Cresce também o desconforto sobre o prédio onde o Legislativo está instalado. Quem é o verdadeiro dono do imóvel? Por que um aluguel considerado caríssimo segue sendo pago? Quem fiscaliza esse contrato? Quem cobra transparência?

Perguntas existem coragem política, não.

Fontes internas afirmam que não há qualquer iniciativa para apurar, investigar ou esclarecer. O tema permanece intocável, tratado como tabu.

E aí surge a contradição que mais incomoda.

Se o papel do vereador é legislar e fiscalizar, a pergunta que ecoa nos bastidores é simples: quem está fiscalizando?

Mesmo após denúncias públicas feitas contra o próprio prefeito sobre supostas irregularidades, não houve reação institucional. Nenhuma convocação, nenhuma comissão, nenhum pronunciamento firme. A Câmara assistiu calada.

Segundo relatos internos, nem o presidente nem a maioria dos vereadores se manifestaram. O silêncio foi coletivo. Estratégico. Conveniente.

Um servidor resumiu com ironia: “Aqui só existe um vereador de oposição. O resto dança conforme a música.”

E a música, dizem os bastidores, não toca no plenário toca fora dele.

Assim, o Legislativo municipal segue funcionando em harmonia perfeita com o Executivo, mas em total desalinho com sua função constitucional. Fiscalização virou palavra bonita em discurso. Na prática, virou item fora de uso.

Nos bastidores vazados, o diagnóstico é pesado: uma Câmara dócil, previsível e sem reação, onde questionar virou exceção e concordar virou regra.

Enquanto isso, Araguaína observa um poder que deveria vigiar, mas prefere acompanhar; que deveria cobrar, mas escolhe concordar; e que, segundo quem vive o dia a dia da Casa, só levanta a voz quando o interesse é interno nunca quando o interesse é público.

 
 
 

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