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A Genialidade da Cópia no Tocantins: O Novo “Velho” Programa de Laurez

  • Foto do escritor: Welton Ferreira
    Welton Ferreira
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

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Mais uma vez, o Tocantins é brindado com o anúncio retumbante de uma “novidade” que exala aquele cheiro de naftalina política que a gente reconhece de longe. O governador interino Laurez Moreira, com a teatralidade de sempre, apresenta um programa de formação profissional para substituir o antigo “Jovem Trabalhador”. A grande surpresa? Não há surpresa alguma. O novo programa é, na prática, a fotocópia premium do que já existia uma peça tecnicamente restaurada do acervo de gestões anteriores, especialmente da era Wanderlei Barbosa.

E, como bônus, mais de 3.000 jovens serão simplesmente desligados, jogados para fora do programa enquanto o governo posa de inovador. O discurso de modernização vem embalado com a mesma eficiência de sempre: cortar primeiro, explicar depois ou nem isso.

A iniciativa não é um avanço; é um atestado de óbito da criatividade. A única coisa que este governo interino realmente inventa é a demonstração cabal da inutilidade criativa de seus secretários. Se o ápice da “inteligência estratégica” do Palácio Araguaia é relançar o “Jovem Trabalhador 2.0”, então estamos diante de uma equipe mais habilidosa em organizar gavetas do que em governar um Estado.

E a justificativa para a reedição do programa merece um prêmio de ironia institucional: o modelo novo surge para sanar “indícios de irregularidades” no contrato anterior. Que visão! A incapacidade de fiscalizar o que estava em vigor responsabilidade direta deles agora vira trampolim para uma “revolução” que consiste em repetir tudo igual, mas com uma embalagem mais firme e um discurso mais polido. Enquanto isso, mais de mil jovens, que dependiam do programa para iniciar a vida profissional, ficam à deriva no meio do caminho.

Não se iludam: o Governo Laurez não é um laboratório de ideias; é uma máquina de xerox com scanner HD. Nada é criado tudo é herdado, remendado e depois repaginado como se fosse inovação de última geração.

A atual gestão não demonstra ter secretários com visão de futuro, muito menos a capacidade de pensar o Tocantins além do curto prazo. O que vemos é uma tropa especializada em reciclar o lixo intelectual da administração pública, transformando restos em supostas novidades. Enquanto isso, o Estado segue na fila, esperando talvez em vão por alguém com coragem (ou competência) para escrever um roteiro realmente original.

Por enquanto, seguimos assistindo à mesma tragédia burocrática, apenas com um banner novo na parede a cada lançamento e com mais de 3.000 jovens pagando a conta do improviso alheio.

 
 
 

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