A Linha de Sucessão no Tocantins: o que acontece se Wanderlei e Laurez forem cassados
- SILENE BORGES

- 12 de nov. de 2025
- 2 min de leitura

Em meio às especulações políticas e aos pedidos de impeachment que rondam o Palácio Araguaia, uma dúvida tem ganhado força nas rodas de conversa e nos bastidores da política tocantinense: quem assume o governo se tanto o governador Wanderlei Barbosa quanto o vice Laurez Moreira forem cassados?
A linha sucessória
De acordo com a Constituição do Estado do Tocantins, a linha de sucessão é clara:
Governador — Wanderlei Barbosa → 👉🏽 Cassado
Vice-Governador — Laurez Moreira → 👉🏽 Cassado
Presidente da Assembleia Legislativa
Ou seja, se os dois primeiros forem afastados do cargo seja por cassação ou impeachment , quem assume automaticamente é o atual presidente da Assembleia Legislativa.
Quem assumiria o governo
Atualmente, o comando do Legislativo estadual está nas mãos do deputado Amélio Cayres (Republicanos). Nesse cenário, Amélio passaria a ocupar o cargo de governador e permaneceria no posto até o fim do mandato vigente, que termina em 31 de dezembro de 2026.
Haveria novas eleições?
A resposta é simples e definitiva: não.
Diferentemente do que ocorre na esfera federal, a Constituição Federal não prevê eleições suplementares para os estados em caso de vacância simultânea de governador e vice. No caso tocantinense, a legislação estadual determina que o presidente da Assembleia assume e governa até o final do mandato original, sem convocação de novo pleito.
Em outras palavras:
“Cassando os dois, quem assume o governo é o presidente da Assembleia, que o conduz até as eleições regulares de 2026.”
O cenário político: uma tempestade perfeita
O fato de haver pedido de impeachment também contra o vice-governador Laurez Moreira escancara o tamanho da crise política que o Tocantins atravessa. O estado vive o que muitos já chamam de “tempestade perfeita” um governo interino acuado, um Legislativo dividido e uma sucessão que pode colocar nas mãos do presidente da Assembleia o poder máximo do Executivo.
Caso esse desfecho se confirme, o Tocantins poderia ver um novo governador assumir sem passar pelo voto popular, conduzindo o estado até o fim do mandato, numa tentativa de devolver estabilidade política e administrativa.
Até lá, resta acompanhar o desenrolar desse verdadeiro drama político tocantinense, que mais parece um “drama mexicano” da vida real cheio de reviravoltas, bastidores e incertezas.












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