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A SEMANA EM QUE O TOCANTINS ENTROU EM MODO REPLAY E O POVO VIROU COADJUVANTE DE UM ESPETÁCULO DE MAU GOSTO

  • Foto do escritor: Flávio Guimarães
    Flávio Guimarães
  • há 11 minutos
  • 3 min de leitura

Da caneta nervosa de Laurez ao IPTU turbinado, passando pela PEC do Teto que derreteu e pelos programas velhos com cheirinho de mofo político  a semana no Tocantins foi um manual prático de como enlouquecer uma população.
Da caneta nervosa de Laurez ao IPTU turbinado, passando pela PEC do Teto que derreteu e pelos programas velhos com cheirinho de mofo político a semana no Tocantins foi um manual prático de como enlouquecer uma população.


Se alguém imaginou que a semana seria tranquila no Tocantins, claramente não acompanha a política local esse laboratório onde tudo se repete, nada se cria e, quando se cria, já nasce velho, cansado e com prazo de validade vencido.

A sequência de notícias entre 24 e 28 de novembro foi um roteiro de tragédia cômica:– Governo que diz estar falido mas distribui milhões; Caneta que exonera mais rápido do que o Estado consegue respirar;– Prefeito que ganha “carta branca” pra brincar de reajustar IPTU; PEC do Teto que virou PNEU FURADO fiscal; Programa “novo” de governo que já rodava lá nos tempos de Siqueira Campos; E claro: servidores, terceirizados e comissionados tentando entender em qual fila entram a da demissão, a do acerto ou a do “volte amanhã”.

Em resumo: o Tocantins virou um grande teste de paciência coletiva.

O governo interino continua funcionando na lógica do “promete-se tudo, cumpre-se nada”. Diz-se falido, à beira do colapso, incapaz de pagar o básico…Mas a cada semana aparece um pacote milionário sendo distribuído como se o Palácio fosse uma fábrica de riqueza infinita.

Milagre? Não. Apenas o velho truque: gastar com quem interessa, economizar com quem não reclama.

E reclamar está proibido porque quem reclama entra para a lista do “talhão administrativo”, onde a caneta de Laurez resolve tudo no modo "delete".

As exonerações em massa viraram tão comuns que parecem até boletim diário de previsão do tempo.

“Hoje: calor de 38 graus e chance de 47 demitidos.” “Para amanhã: frente fria e mais 100 cortes na folha.”

O texto do site revelou aquilo que todo mundo já sabia, mas ninguém no governo admite: tem mais gente comissionada perdida no Palácio do que gafanhoto em lavoura de milho.

E quando a tesoura entra, entra pesado. O problema é que cortam cargos, mas não cortam os gastos milionários esses seguem intocados como patrimônio sagrado.

Outra pérola da semana foi a derrocada da PEC do Teto Único. O projeto que era vendido como solução definitiva para equilibrar as contas virou, nas palavras do editorial original, um fiasco fiscal do tamanho do Jalapão.

Onde estão os “inviáveis”? A gente sabe: falando baixinho, fingindo que não defendiam essa aberração e culpando a imprensa por “má interpretação”.

Enquanto isso, em Araguaína, o prefeito recebeu o presente dos sonhos: autorização para aumentar IPTU praticamente como quiser.

Resultado? A população explodiu antes mesmo de ver a conta. Foi a primeira vez na história que um reajuste irritou as pessoas na teoria, antes de virar boleto.

É o que acontece quando se entrega “carta branca” pra quem já gostava de colorir fora das linhas.

E fechando a semana com chave de ferro velho: Laurez anunciou um programa social que, segundo o próprio governo, era “inovador”.

Inovador onde? Segundo o Tocantins Atual, o programa já existia na época de Siqueira Campos, depois reapareceu com Marcelo Miranda, depois com Marcelo novamente, depois com Mauro Carlesse… e agora foi embalado, reembalado, passado no perfume e entregue como novidade.

A genialidade tocantinense: repetir o passado e chamar de futuro.

E pior: mais de mil jovens serão desligados do programa, numa demonstração perfeita do que o governo entende por “política social”. Se é social, não pode custar caro. Se custa caro, corta-se. E se cortar pega mal… ah, aí o marketing trabalha.

CONCLUSÃO: UMA SEMANA QUE RESUMIU O TOCANTINS

O balanço entre os dias 24 e 28 é simples:

Governo inseguro, agressivo e desorganizado;

Prefeituras autoritárias e com fome de arrecadação;

Programas reciclados que não enganam mais ninguém;

Servidores e jovens demitidos à torto e a direito;

Promessas que evaporam;

E a população assistindo tudo isso como quem vê a mesma novela há 20 anos.

No Tocantins, a novidade não é o fato. A novidade é saber quem vai ser o próximo a pagar a conta.

 
 
 

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