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Agenda Nacional, Base Desidratada

  • Foto do escritor: WELTON FERREIRA
    WELTON FERREIRA
  • há 5 dias
  • 2 min de leitura



O vice-governador do Tocantins e eterno “pré-candidato em construção”, Laurez Moreira, resolveu mais uma vez dar expediente longe do calor do cerrado. Enquanto o Estado ferve com demandas reais, ele posa em Brasília, sorridente, em reuniões estratégicas que rendem belas fotos e discursos genéricos sobre “governança”, “experiências exitosas” e “salto de qualidade”.

Brasília virou seu habitat natural. Tocantins, aparentemente, é apenas o CEP eleitoral.

Na imagem, o roteiro é previsível: encontro produtivo, debate estratégico, foco no cenário nacional. Tudo muito elegante, muito institucional e muito distante das estradas esburacadas, da saúde capenga e da articulação política que deveria estar acontecendo olho no olho, município por município. Mas não. A pré-campanha parece ter escolhido o ar-condicionado da capital federal em vez do sol rachando sobre a cabeça no interior.

A narrativa é bonita: “planejar o Estado com responsabilidade e eficiência”. O problema é que, enquanto planeja, o tempo passa. E política não se faz apenas com fotos em Brasília e hashtags calculadas. Faz-se com presença, construção de base e articulação firme. E nisso, dizem nos bastidores, a coisa não anda nada bem.

A cada viagem ao Distrito Federal, cresce a sensação de que Laurez está mais preocupado em demonstrar proximidade com o cenário nacional do que em consolidar o próprio quintal. E, em política, quem não cuida da base perde o chão. Sua pré-campanha, que já enfrentava ruídos internos e olhares desconfiados, parece afundar lentamente na própria estratégia de vitrine.

Ficar orbitando Brasília pode render manchetes mas dificilmente constrói musculatura eleitoral no Tocantins. E, enquanto ele fala em “Tocantins mais forte”, a pergunta que ecoa nos corredores políticos é simples: forte para quem? Porque, do jeito que vai, a única coisa que cresce é a distância entre o discurso e a realidade.

No fim das contas, a impressão que fica é que Laurez escolheu o palco errado para ensaiar sua candidatura. E, se continuar assim, pode descobrir tarde demais que pré-campanha não se sustenta apenas com agenda em Brasília especialmente quando o Estado inteiro espera articulação, presença e pulso firme aqui, não lá.

 
 
 

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