Coeficiente eleitoral deve ficar entre 105 mil e 115 mil votos para deputado federal no Tocantins em 2026
- FLÁVIO GUIMARÃES

- há 8 horas
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Com a aproximação das eleições de 2026, uma das questões que volta ao debate político é o funcionamento do coeficiente eleitoral, mecanismo que define quantos votos são necessários para que partidos conquistem vagas nas eleições proporcionais, como as de deputado federal e deputado estadual.
O sistema proporcional é utilizado no Brasil para eleger parlamentares e funciona de forma diferente das disputas majoritárias, como presidente, governador e senador, nas quais vence quem obtém mais votos. No caso do Legislativo, as cadeiras são distribuídas a partir de cálculos que levam em consideração o total de votos válidos e o número de vagas disponíveis.
O primeiro passo é o cálculo do chamado coeficiente eleitoral, que determina quantos votos são necessários para que um partido conquiste uma vaga. A conta é feita dividindo o número de votos válidos pelo número de cadeiras em disputa.
Nas eleições de 2022, por exemplo, o Tocantins registrou 830.140 votos válidos para deputado federal. Como o Estado possui oito vagas na Câmara dos Deputados, o coeficiente eleitoral ficou em aproximadamente 103.767 votos.
Com base nesse histórico e considerando o crescimento gradual do eleitorado, especialistas apontam que o coeficiente eleitoral para deputado federal no Tocantins em 2026 deve ficar entre 105 mil e 115 mil votos. Já para deputado estadual, cujo número de vagas na Assembleia Legislativa é de 24 cadeiras, o coeficiente eleitoral em 2022 foi de cerca de 34.763 votos, podendo chegar a algo entre 35 mil e 38 mil votos na próxima eleição.
Após a definição do coeficiente eleitoral, é feito o cálculo do chamado quociente partidário, que define quantas vagas cada partido terá direito inicialmente. Para isso, divide-se o total de votos recebidos pela legenda pelo coeficiente eleitoral. O resultado indica quantas cadeiras o partido conquistou diretamente.
Mesmo assim, para assumir uma vaga, o candidato precisa atingir uma votação mínima individual. Pela regra atual, é necessário obter pelo menos 10% do coeficiente eleitoral. Em um cenário em que o coeficiente seja de 110 mil votos, por exemplo, o candidato precisaria alcançar ao menos 11 mil votos para poder ocupar a vaga conquistada pelo partido.
Nem todas as cadeiras são preenchidas nessa primeira etapa. As vagas restantes, chamadas de sobras, são distribuídas por meio de um sistema de médias entre os partidos. Uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) ampliou essa disputa ao permitir que todos os partidos participem da etapa final de distribuição das sobras, mesmo aqueles que não tenham atingido determinados critérios utilizados anteriormente.
O modelo explica por que, em algumas eleições, candidatos com menos votos acabam sendo eleitos enquanto outros, com votação maior, ficam de fora. Isso ocorre porque, no sistema proporcional, os votos são somados por partido ou federação, e as cadeiras pertencem às legendas antes de serem ocupadas pelos candidatos mais votados dentro de cada grupo político.
Com as regras mantidas para 2026, o coeficiente eleitoral continuará sendo um dos principais fatores estratégicos para a formação de chapas e alianças partidárias no Tocantins, influenciando.













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