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Base Unida ou Base Combinada? O Enredo Antecipado de 2027

  • Foto do escritor: FLÁVIO GUIMARÃES
    FLÁVIO GUIMARÃES
  • há 5 dias
  • 2 min de leitura



A eleição da Mesa Diretora da Câmara de Araguaína para o biênio 2027/2028 ainda está longe no calendário, mas nos bastidores já virou novela mexicana daquelas com muito drama, pouca surpresa e final previsível.

No centro do palco está Max Fleury. A pergunta que ecoa pelos corredores não é se ele quer continuar presidente. A dúvida real é outra: vai disputar a reeleição na Câmara ou ainda alimenta o sonho de sair candidato a deputado estadual? Porque, convenhamos, o discurso muda conforme o vento e, em política, vento é o que não falta.

Enquanto isso, a base governista faz fila para declarar fidelidade pública, quase em tom de juramento. Matheus Mariano já antecipou apoio integral. Israel Gomes reforçou que seguirá a orientação do prefeito. Tudo muito alinhado. Tudo muito harmônico. Tudo muito… conveniente.

Mas há um ponto que ninguém parece disposto a discutir: qual foi, de fato, a diferença concreta da presidência de Max Fleury para a cidade?

Porque, sejamos francos, a Câmara sob seu comando não protagonizou grandes embates, não tensionou debates relevantes, não colocou o dedo nas feridas que incomodam a população. Projetos polêmicos? Discussões de impacto? Cobranças firmes? Silêncio. O que se vê é uma Casa que raramente confronta, raramente questiona, raramente impõe contraponto.

Matérias que nascem do anseio popular parecem perder força no caminho. Já as que chegam com o carimbo do Paço Municipal atravessam o plenário com tranquilidade quase terapêutica. Sem ruído. Sem conflito. Sem resistência. Uma Câmara que deveria ser poder independente acaba funcionando como extensão protocolar do Executivo.

O resultado? Mais do mesmo. Mais água com açúcar. Mais discursos mornos, votações previsíveis e uma sensação constante de que nada realmente muda apenas se confirma.

E agora, diante de mais uma possível recondução, fica a provocação: a cidade ganha o quê com isso? Continuidade de qual projeto? De qual enfrentamento? De qual transformação?

Se a presidência não tensiona, não provoca, não representa os anseios populares com firmeza, então é legítimo perguntar se estamos discutindo liderança política ou apenas administração burocrática de agenda.

No fim das contas, a eleição ainda está distante. Mas o roteiro já parece pronto. Base unida? Ou base combinada?Porque quando não há debate, não há embate e não há diferença prática para a população, o que sobra não é estabilidade é acomodação.

 
 
 

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