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Crise, Instabilidade e Conflitos de Poder: Uma Semana que Bagunçou o Tabuleiro Político do Tocantins

  • Foto do escritor: Tocantins Atual
    Tocantins Atual
  • 6 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura



O Tocantins viveu, nesta semana, um dos períodos mais turbulentos desde o início da atual gestão estadual. Entre colapso na saúde, trocas e pressões dentro do governo, dívidas bilionárias e até volta de governador afastado, o clima político se transformou em um grande campo de batalha pelo controle do Estado.

Hospitais em alerta e serviços podem parar

Hospitais e clínicas conveniadas ao SERVIR plano de saúde dos servidores avisaram que podem interromper atendimentos eletivos a partir de 9 de dezembro, caso o governo não pague os atrasados que começaram ainda em 2025. A crise atinge também a rede conveniada ao SUS, somando-se à ameaça de colapso da saúde pública.

O governo admite que o déficit do sistema ultrapassa R$ 30 milhões por mês, deixando servidores e pacientes em situação de insegurança.

Dívida bilionária e decreto de emergência financeira

Diante do cenário crítico, o governo revelou que o Estado acumula mais de R$ 1 bilhão em dívidas, sendo R$ 582 milhões apenas na saúde. Para tentar conter o rombo, Laurez decretou emergência financeira no setor, medida válida por até 180 dias.

A promessa é renegociar contratos e cortar gastos mas a realidade é de sofrimento para quem depende de consultas e exames.

Nomeações, exonerações e tensão nos bastidores

Enquanto anuncia cortes, Laurez exonerou todo o secretariado do governo anterior e segue fazendo novas nomeações. O governo afirma que havia excesso de servidores em áreas como a Educação, e que a reorganização é necessária para ajustar gastos.

Porém, o ritmo das trocas alimenta críticas de interferência política e gera clima de insegurança dentro da administração estadual.

Contradições: crise real x discurso de transparência

Em meio ao caos, o governo destaca que atingiu 99,18% de transparência, recebendo o Selo Diamante nacional, e tenta reforçar relação com a Assembleia Legislativa através de encontros institucionais.

Mas, enquanto o marketing político tenta sorrir, a saúde permanece internada na UTI sem previsão de alta.

Agora, o terremoto político: Wanderlei está de volta

E como se todo o cenário já não fosse explosivo o bastante, o STF derrubou a decisão de afastamento do governador Wanderlei Barbosa, permitindo seu retorno imediato ao comando do Estado.

A volta do titular chacoalha completamente os esforços recentes da gestão interina e reacende conflitos internos: decisões tomadas podem ser revistas, aliados podem trocar de lado e toda a base política do governo entra novamente em rota de colisão. O que acontece a partir de agora?

pergunta que paira sobre o Palácio Araguaia é simples e inquietante:

Quem governa? Quem manda? E principalmente: quem paga a conta dessa crise?

Com a saúde em colapso, dívidas que sufocam os cofres públicos, servidores inseguros e a disputa pelo poder no auge, o Tocantins termina esta semana mais instável do que começou  e sem garantia de que o pior já passou.

 
 
 

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