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De Fenômenos a Figurantes: A Decadência das Candidaturas que Só Servem para Barganha

  • Foto do escritor: WELTON FERREIRA
    WELTON FERREIRA
  • 7 de jan.
  • 3 min de leitura




A cada quatro anos, o Tocantins encena um espetáculo mofado, previsível e intelectualmente ofensivo: o desfile das pré-candidaturas de aluguel. Não se engane, elas não surgem para governar, muito menos para vencer. O objetivo é rasteiro: são projetos de ego e de bolso, criados para inflar currículos, valorizar passes e garantir um lugar privilegiado na mesa de negociações. No Tocantins, a política não se faz nas urnas; faz-se no balcão de trocas, e o estoque está sempre cheio.

O roteiro é um insulto à inteligência. O sujeito veste a fantasia da moralidade, ensaia um discurso sobre eficiência e jura guerra a uma corrupção da qual ele, muitas vezes, espera apenas o momento certo para participar. Essas candidaturas são outdoors de luxo, moedas de troca descaradas para acessar o submundo das articulações onde o "quem dá mais" é a única ideologia sobrevivente.

Nesse teatro de sombras, Ataídes Oliveira ressurge com o vigor de quem acredita na amnésia coletiva do eleitor. Agora dono do Partido Novo no estado, ele tenta vender a imagem do gestor implacável, mas carrega o fardo de um histórico de trapalhadas e irrelevância eleitoral. Ataídes é o mestre das candidaturas que morrem na praia: gasta fortunas em marketing, faz barulho com denúncias que ecoam no vazio e, no final, acaba isolado em sua própria arrogância. Sua trajetória é um "pula-pula" partidário que confunde até o mais atento dos analistas. O que ele quer em 2026? Governar ou apenas garantir que seu nome continue circulando para não cair no ostracismo definitivo? O Tocantins conhece esse filme: começa com bravatas de quem "não precisa da política" e termina com o isolamento de quem a política já descartou por falta de grupo e excesso de vaidade.

Em Palmas, Carlos Amastha (PSB) segue o mesmo manual, mas com um figurino de "eterna promessa" já desbotado. O ex-prefeito, agora vereador, que outrora se vendia como o fenômeno imbatível, hoje parece um personagem em busca de um autor. Suas redes sociais são um festival de fotos calculadas e o uso gasto da palavra “unidade”, enquanto coleciona derrotas e recuos que minaram sua credibilidade. Amastha especializou-se na arte de prometer musculatura e entregar apenas marketing. Suas trapalhadas políticas que incluem desde alianças impensáveis até o abandono de antigos aliados no meio do caminho transformaram o que seria uma alternativa de poder em um monólogo cansativo. Ele fala para uma bolha que encolhe a cada eleição, agindo como se ainda mandasse no tabuleiro, quando mal consegue organizar o próprio campo sem gerar ruído ou desconfiança.

Enquanto esses dois ensaiam suas falas e medem quem consegue gritar mais alto, o eleitor é relegado ao papel de plateia de uma farsa reciclada. Personagens surgem estufando o peito com convicções de validade curta, apenas para evaporarem assim que o prazo aperta e o "acordo de cavalheiros" (ou de conveniências) é selado no escuro. Saem de cena sob o pretexto de “projetos coletivos”, justificativas elegantes para esconder a verdade nua e crua: foram vendidos ou simplesmente não tinham voto para sustentar o blefe.

A política tocantinense segue refém desse ciclo vicioso e cínico. Uns poucos tentam a disputa real, enquanto figuras como Ataídes e Amastha encenam dramas baratos para garantir a sobrevida política de amanhã. O truque é velho, os atores estão em franca decadência, mas o público, infelizmente, ainda continua pagando o ingresso dessa comédia de erros.

 
 
 

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