Demissões em massa na Educação: governo Laurez encerra 1.132 contratos e tenta vender medida como “otimização”
- Tocantins Atual

- 5 de nov. de 2025
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A menos de dois meses do fim do ano letivo, o governo interino de Laurez Moreira anunciou o encerramento de 1.132 contratos temporários de profissionais da Educação, entre professores, analistas, assistentes e auxiliares. Os atos foram publicados no Diário Oficial desta terça-feira (4) e atingem escolas de todo o Tocantins.
As demissões foram assinadas pelo secretário de Administração, Marcos Duarte, com data retroativa a 31 de outubro um detalhe que chama atenção pelo timing e pela pressa em oficializar cortes em pleno fechamento de semestre. Segundo o texto, os contratos são extintos “por necessidade de reajustamento na prestação dos serviços”.
A Seduc, em nota, tentou amenizar o impacto das exonerações alegando que se trata de uma medida de “caráter exclusivamente administrativo”, voltada à “otimização dos recursos públicos e eficiência na gestão da rede estadual”. O discurso, no entanto, contrasta com a realidade de escolas sobrecarregadas, professores exaustos e salas cheias, que agora terão de encerrar o ano letivo com equipes reduzidas.
A justificativa oficial promete que a reestruturação “não afetará os serviços educacionais”, mas nos bastidores a medida é vista como mais um reflexo da crise administrativa e financeira que o governo Laurez tenta contornar a todo custo enquanto o Estado ainda sente o peso de dívidas, cortes e incertezas políticas.
O Tocantins conta atualmente com mais de 135 mil alunos em quase 500 escolas, e o anúncio de exonerações em massa soa como um golpe silencioso na base do ensino público. O governo chama de “otimização”; a população, de retrocesso.












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