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Editorial | 2026: a largada foi dada e a corrida já começou pegando fogo

  • Foto do escritor: WELTON FERREIRA
    WELTON FERREIRA
  • 5 de jan.
  • 2 min de leitura




O calendário virou, e o clima político já está em ebulição. 2026 mal começou e o ano eleitoral deu a largada em alta rotação, marcado por indefinições, incertezas e um cenário que promete ser tudo menos morno. A disputa pelo Palácio Araguaia e pelo Palácio do Planalto já ocupa os bastidores, inflama discursos e expõe fissuras em alianças que ainda tentam se sustentar de pé.

No plano nacional, a polarização segue acirrada, com ânimos exaltados e um ambiente que mais preocupa do que anima. De um lado, o presidente Lula trabalha abertamente na construção de sua reeleição, estruturando um projeto que passa, inevitavelmente, pelo desembarque de cerca de 20 ministros que devem deixar o governo para disputar o pleito. A máquina se organiza, os movimentos são calculados e o jogo é de poder puro.

Do outro lado, a direita se mexe. E se mexe rápido. A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência começa a ganhar musculatura, amparada por um arco de apoio que reúne a centro-direita e nomes de peso já declarados: Pablo Marçal, Romeu Zema, Tarcísio de Freitas e ACM Neto. No horizonte, ainda paira a possível adesão de Ronaldo Caiado, o que pode redesenhar forças e dar ainda mais fôlego ao campo oposicionista. O tabuleiro nacional está longe de fechado e qualquer movimento em falso pode custar caro.

No Tocantins, o cenário é de suspense e desorganização. A montagem das chapas para o governo estadual acontece em meio a um vazio de lideranças consensuais e a uma sucessão de apostas mal explicadas. Ventila-se o nome da senadora Dorinha como possível candidata ao governo, enquanto, do outro lado, a chapa liderada por Laurez Moreira parece ruir antes mesmo de ganhar forma. A pré-candidatura de Laurez se desintegra a olhos vistos, vítima do desgaste deixado por um governo interino considerado um fiasco até por antigos aliados. O resultado é constrangedor: eventos vazios, aparições solitárias e o sumiço estratégico daqueles que, na época da fartura, se diziam parceiros fiéis. Hoje, escondem-se e evitam até mencionar a palavra “aliança”.

Já Dorinha parece apostar tudo em pesquisas encomendadas por sua própria base, que tentam colocá-la na liderança e vendê-la como uma candidata “aceita pelo povo”. Mas a realidade fora das planilhas é outra e bem menos confortável. A senadora se engana ao acreditar nesses números artificiais. Na prática, seria uma das últimas opções do eleitor tocantinense. Inacessível, sem simpatia, sem carisma e visivelmente desconfortável ao circular entre a população mais humilde do estado, Dorinha não dialoga com o Tocantins real.

Entre os deputados estaduais, ela também está longe de ser unanimidade. Nos bastidores, o recado é direto: não reúne as condições políticas nem pessoais para governar o estado. Sua rejeição é conhecida, tanto no meio político quanto entre servidores, mas ainda assim insiste em se iludir com pesquisas questionáveis. O que se vê é uma tentativa de empurrar uma candidatura goela abaixo, movida por ambição, orgulho e uma arrogância que, segundo os próprios bastidores, não é pouca.

O ano eleitoral começou e começou quente. E 2026 promete embates duros, também escancara uma verdade incômoda: o eleitor está mais atento, menos paciente e pouco disposto a aceitar projetos fabricados em gabinete. Quem não entender isso desde já corre o risco de largar na frente… e terminar a corrida sozinho.

 
 
 

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