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Editorial da Semana | Tocantins Atual O poder voltou ao eixo e quem vivia de atalho político ficou sem GPS

  • Foto do escritor: Flávio Guimarães
    Flávio Guimarães
  • 13 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

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A semana política no Tocantins foi menos sobre surpresas e mais sobre confirmações. Confirmações de força, de permanência e, sobretudo, de quem realmente sustenta o Estado quando o barulho cessa e a crise aperta.

O STF carimbou de vez o retorno de Wanderlei Barbosa ao Palácio Araguaia, sepultando o “conto de fadas” vendido por Laurez Moreira e pelo clã Abreu sobre uma suposta retomada do poder. A caneta voltou à mesa certa, e com ela veio o maior desafio: governar depois da turbulência, recompor alianças e provar que estabilidade jurídica pode virar estabilidade política.

No TSE, mais um capítulo foi encerrado. A ação movida por Irajá foi arquivada, consolidando a segurança jurídica no Tocantins. Não há mais dúvida institucional resta apenas a disputa política nua e crua, onde narrativa não substitui voto, nem discurso substitui base.

Enquanto isso, Brasília mostrou que o trator federal segue lavrando onde o patrimonialismo ainda tenta criar raízes. Velhas práticas estão sendo expostas, e o recado é direto: quem confundiu o público com o privado começa a sentir o peso da máquina agora funcionando.

No campo local, algumas gestões insistem em governar para o Instagram. Drones sobrevoam, vídeos emocionam, mas no chão a população enfrenta gambiarra, obras mal feitas e paciência no limite. Decretos tentam conter o barulho, mas não silenciam a insatisfação popular.

E falando em desconexão com a realidade, vereadores estenderam a estadia em Brasília mesmo após o fim do congresso. Agenda vazia, explicações nenhuma e diárias correndo soltas. A conta, como sempre, fica para o contribuinte.

Nos bastidores, um fenômeno chama atenção: aliados que antes desfilavam com o peito estufado pelos corredores do poder agora desapareceram. Jorge Frederico, Olintho Neto e Gutierrez Torquato sumiram do mapa político. A última localização conhecida foi quando Laurez era “rei”. Desde então, silêncio absoluto e nenhuma coragem para assumir lado.

Em contraste, um nome atravessa a semana com força crescente: Amélio Cayres. A análise espontânea revelou o que os bastidores já sabiam: foi ele quem segurou o Tocantins de pé no momento mais delicado. Sem rejeição, com presença constante e articulação sólida, Amélio ocupa território, constrói legado e deixa claro que 2026 não é especulação é horizonte.

A caravana do poder que “voltava pra casa” perdeu o GPS. O eixo político mudou. Quem apostou no caos ficou pelo caminho. E quem trabalhou, construiu e permaneceu, agora colhe os sinais de um novo ciclo.

Mas a semana termina com um alerta que ninguém no meio político ignora. A Operação Overclean avança, e o codinome “VIC” deixou de ser apenas um detalhe técnico para se transformar em um incômodo político. Empresa fantasma, conexões nebulosas e um silêncio conveniente começam a encostar no mandato do deputado Vicentinho Júnior. Até agora, não houve explicação clara, coletiva ou convincente apenas a estratégia conhecida de deixar o tempo correr.

O problema é que, no Tocantins de hoje, o tempo não está mais do lado de quem aposta no silêncio.

O poder voltou ao eixo. E, desta vez, investigações também sabem exatamente onde bater.

 
 
 

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