top of page
WEB-BANNER-TV-ASSEMBLEIA - 300x600.gif

Editorial - O Estado “Falido” que Distribui Milhões: A Farsa dos 81 Dias de Laurez

  • Foto do escritor: Welton Ferreira
    Welton Ferreira
  • há 6 dias
  • 3 min de leitura

ree


O governo interino de Laurez Moreira parece ter descoberto, da noite para o dia, uma mina de ouro escondida nos cofres de um estado que ele próprio classificou como falido, endividado, à beira do colapso na saúde e com milhares de demissões justificadas por “emergência fiscal”. Um estado quebrado? Talvez. Mas um estado milagroso, com certeza.

De repente, o mesmo governo que decretou emergência, alegou rombo, atrasou pagamentos e anunciou cortes, começou a distribuir R$ 3 milhões para cada município  como se estivesse espalhando pirulitos em festa junina. Araguaína, com mais de 180 mil habitantes, recebe os mesmos 3 milhões que Augustinópolis, com pouco mais de 20 mil. Critério técnico? Zero. Critério político? Todos.

Não bastasse isso, o governo interino ainda tenta apresentar esses repasses como uma espécie de inovação administrativa quando, na verdade, segue o velho manual político do Tocantins: nada se cria, tudo se copia. Esse mesmo modelo de “programa emergencial”, “apoio municipalista” e “ajuda extraordinária” já existia desde os tempos de Siqueira Campos, reapareceu nos governos de Marcelo Miranda, depois em outros mandatos, sempre com o mesmo molde: dinheiro distribuído sem critério claro, sempre às vésperas de algum interesse político maior. Laurez não reinventou a roda apenas tirou poeira de um projeto antigo e embalou como novidade.

E enquanto as contradições se acumulam, a percepção pública já começou a refletir esse descompasso. Uma enquete publicada pela Direita Jovem Araguaína expôs de forma direta o desgaste do governo interino: 64% dos participantes avaliaram os primeiros 81 dias de gestão como “péssimos”, contra apenas 10% que consideraram “excelentes”. É um retrato cru do momento um governo que se diz eficiente, mas que a população enxerga com desconfiança e frustração.

E, no meio desse caos administrativo, há também os servidores exonerados com contratos, que vivem uma situação ainda mais cruel. Eles foram informados de que os acertos de rescisão começariam no dia 4 de novembro, mas até agora silêncio absoluto. Nada foi pago, nada foi explicado, ninguém assume responsabilidade. Os demitidos, que deveriam receber seus direitos básicos, continuam esperando enquanto o governo exibe “generosidade” milionária aos municípios.

Enquanto isso, lacuna nenhuma é preenchida: não há planilha, não há fonte confiável de recursos, não há documento público, não há convênio formalizado, não há empresa rescindindo contratos que justifique o “milagre financeiro”. O que há é discurso e, nos bastidores, métodos pouco sutis de transformar prefeitos em aliados estratégicos.

Porque, se não deu certo com os deputados no episódio do impeachment segundo se comenta, acompanhado de “propostas generosas” agora o alvo são os prefeitos. E convenhamos: qual prefeito, em crise financeira, recusa R$ 3 milhões?

A verdadeira pergunta que circula nos bastidores é outra: os prefeitos vão precisar gravar vídeo de fidelidade para garantir o repasse? As insinuações tomaram as redes e a população entendeu o recado.

A narrativa do “Estado quebrado” virou uma armadilha para o próprio governo. Cada nova liberação seletiva de recursos, cada anúncio de “generosidade”, cada silêncio sobre a origem do dinheiro só aumenta o contraste: ou o Tocantins estava realmente destruído ou o caos foi fabricado para justificar demissões, manobras administrativas e acordos políticos.

Enquanto isso, a população continua enfrentando a mesma realidade: HRA em colapso, serviços essenciais enfraquecidos, municípios sem autonomia e servidores inseguros tudo isso sob um governo que parece agir como um avião em queda livre, puxando qualquer alavanca que encontre.

No fim, fica a sensação de que estamos diante de um governo que não governa improvisa. Que não planeja reage. Que não administra tenta sobreviver politicamente.

E se o slogan do momento é “Foi o Laurez que fez, é o Laurez que faz”, talvez seja melhor acrescentar:“…com dinheiro que ninguém sabe de onde veio, critérios que ninguém entende e interesses que ninguém admite.”

O Tocantins merecia transparência. Recebeu marketing.

 
 
 

Comentários


Últimas notícias

WEB-BANNER-TV-ASSEMBLEIA - 300x250.gif
bottom of page