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Enquanto o Tocantins aperta o cinto, a Governadoria ajusta apenas o reclino da poltrona do jatinho de R$ 11 milhões

  • Foto do escritor: Tocantins Atual
    Tocantins Atual
  • 3 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura



Discurso de austeridade? Estado falido? Crise? Sim essa ladainha o Palácio repete com gosto. Mas a “falência” só vale para servidor, programa social, benefício cortado e obra parada.

Quando o assunto é avião executivo, troca de nome de programa, mudança de logotipo, contratos refeitos, secretários reposicionados, exonerações sem sentido e nomeações de figuras com processos na bagagem…Milagrosamente, o Estado deixa de estar falido. O dinheiro reaparece com uma velocidade que nem o turbo hélice do governo acompanha.

A Governadoria prorrogou por mais um ano o contrato de R$ 11.040.000,00 com a Brasil Vida Táxi Aéreo Ltda sem desconto, sem revisão, sem explicação. O jatinho oficial segue firme, forte e abastecido, enquanto o discurso de austeridade cai igual avião sem motor.

Nos últimos meses, Laurez tem feito uma verdadeira reviravolta administrativa de utilidade duvidosa:

  • troca nome de programa;

  • troca logotipo do Estado;

  • troca secretários como quem troca meia;

  • troca contratos;

  • troca servidores;

  • troca narrativas;

  • troca até o que não precisa ser trocado.

É a famosa “gestão do movimento”: mexe-se muito, muda-se pouco, resolve-se quase nada.

Enquanto isso, as turbulências políticas só aumentam. E não sem motivo: Laurez conseguiu a proeza de montar um secretariado com figuras que carregam pendências jurídicas, criar desgaste com aliados e ainda entrar em colisão frontal com servidores públicos.

Resultado? Hoje, Laurez Moreira corre o risco real de ser o primeiro governador interino da história do Tocantins a não terminar o próprio mandato.

Enquanto Laurez mexe em tudo que aparece pela frente menos no que o Estado realmente precisa , as pesquisas mostram uma verdade que o Palácio tenta esconder debaixo do tapete:

Quando a disputa é entre Wanderlei e Laurez, Wanderlei vence de lavada. Sem esforço, sem suspense, sem prorrogação. É goleada eleitoral.

E quando o cenário inclui Dorinha, Laurez e o item “nenhum dos dois”, Laurez segue apanhando: Dorinha aparece competitiva, mas o detalhe mais constrangedor é outro:

O “nenhum deles” aparece como o verdadeiro governador preferido do Tocantins.

Ou seja: entre Laurez, Wanderlei ou “qualquer pessoa imaginária”, boa parte do eleitor escolhe… a pessoa imaginária.

O que diz muito sobre o momento político e diz ainda mais sobre a rejeição que Laurez está conseguindo acumular em tempo recorde.

No discurso, o Estado está quebrado. Na prática, o governo renova contrato milionário com jatinho exclusivo, padrão King Air, enquanto promete “economizar”.

Em setembro, Laurez suspendeu o contrato de R$ 20 milhões usado por Wanderlei Barbosa e posou de gestor rígido, afirmando que viagens deveriam ter “interesse público”. Parecia até uma nova era.

Mas logo descobrimos: o problema não era a aeronave era o dono da aeronave.

Porque agora, ao renovar o próprio contrato de R$ 11 milhões, o governo mostrou que austeridade é igual guarda-chuva emprestado: só serve enquanto interessa.

O governo não explica:

  • quantas horas voou;

  • quem voou;

  • por quais motivos;

  • por que renovou sem mudar nada;

  • se haverá nova licitação;

  • se o contrato suspenso volta.

A única resposta oficial até agora é o silêncio. Silêncio que, no governo atual, fala muito.

 
 
 

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