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Entre brindes, promessas e interrogações: Ronaldo Dimas lança pré-candidatura ao Senado em meio ao vácuo político

  • Foto do escritor: FLÁVIO GUIMARÃES
    FLÁVIO GUIMARÃES
  • 6 de jan.
  • 3 min de leitura



O último final de semana foi marcado por mais um daqueles encontros políticos que tentam parecer simples, quase despretensiosos, mas que carregam cálculo eleitoral até no aperto de mão. Em uma chácara alugada no municipio de araguaina, longe dos palanques oficiais, mas perigosamente próxima dos bastidores, Ronaldo Dimas reuniu amigos e aliados para fazer o anúncio que já circulava em voz baixa: é pré-candidato ao Senado.

O ambiente era intimista, mas o gesto foi público o suficiente para provocar ruído. Ao lado de Dimas estavam o deputado estadual Gipão e o vereador Mateus Mariano, que não apenas prestigiaram o encontro, como declararam apoio político ao projeto, selando alianças que, ao menos por ora, tentam transmitir a ideia de unidade.

Mas como de costume na política tocantinense, o que mais chamou atenção não foi o que foi dito e sim o que ficou no ar.

A primeira pergunta atende pelo nome de Wagner: vai sustentar até o fim a aliança já firmada com Irajá ou o acordo será mais um a naufragar no mar da conveniência eleitoral? No Tocantins, alianças costumam durar até a próxima pesquisa ou o próximo telefonema estratégico. Fidelidade, por aqui, é item de luxo.

A segunda interrogação é ainda mais incômoda: em qual grupo político Ronaldo Dimas pretende se encaixar? O grupo que orbitava em torno de Laurez vive um evidente processo de desintegração. O que antes se vendia como bloco hoje mais parece um amontoado de projetos individuais, sem comando, sem rumo e sem perspectiva.

Mas há um terceiro ponto que ninguém ousa ignorar embora muitos prefiram fingir que não existe. Ronaldo Dimas está disposto a deixar a arrogância de lado? A mesma arrogância que marcou o episódio recente em que foi convidado para ser vice de Wanderlei Barbosa no pleito passado e recusou, em um gesto que soou mais como soberba do que estratégia política.

E é justamente aí que a desconfiança cresce: essa pré-candidatura ao Senado é real ou não passa de uma jogada ensaiada para forçar um convite a vice na chapa de Dorinha? Nos bastidores, a pergunta ecoa com força. Porque, convenhamos, lançar-se ao Senado também pode ser uma excelente forma de inflar o passe e sentar à mesa com mais poder de barganha.

Aliás, se a eventual chapa Dorinha–Ronaldo Dimas sair do papel, ninguém poderá alegar surpresa. Não faltaria arrogância, não faltaria frieza e muito menos empatia com o eleitor. Seria apenas a confirmação do que todos já sabem: uma composição distante do povo, tecnocrata no discurso e gelada na prática. No quesito carisma, a avaliação é quase unânime: uma chapa mais sem graça do que água de chuchu.

E como se não bastassem as dúvidas já expostas, surge mais uma pergunta incômoda, que corre solta nos bastidores de Brasília e do Tocantins: será que Eduardo Gomes romperá a aliança que firmou com Gaguim para apoiar seu amigo de longa data, Ronaldo Dimas? Se isso acontecer, o gesto não será apenas político, mas simbólico e capaz de reembaralhar cartas que hoje parecem momentaneamente organizadas.

No fim das contas, o encontro na chácara alugada tentou vender força, articulação e projeto. Mas deixou um rastro de dúvidas, silêncios estratégicos e a sensação de que o anúncio pode ter sido menos sobre o Senado… e mais sobre reposicionamento pessoal.

A largada foi dada.Resta saber se Ronaldo Dimas corre por convicção, por vaidade… ou apenas para ser novamente convidado para um lugar que ele mesmo já desprezou.

 
 
 

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