Exoneração de César Halum escancara o jogo: no governo Laurez, quem não serve ao projeto Dimas, serve só para sair
- Tocantins Atual

- 22 de nov. de 2025
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A saída de César Halum da Secretaria da Agricultura, vendida oficialmente como “exoneração a pedido por licença médica”, virou motivo de piada entre quem realmente conhece os bastidores. A justificativa soa tão convincente quanto dizer que caiu porque escorregou no próprio sucesso. A verdade, segundo fontes internas, é bem mais simples: Halum saiu porque perdeu a paciência e o espaço dentro de um governo que hoje gira em torno de um único eixo político: o projeto eleitoral dos Dimas.
Enquanto o discurso institucional tenta emplacar a versão do descanso médico, nos corredores do Palácio Araguaia o comentário é outro: Halum cansou de ser tratado como figurante num governo onde Laurez Moreira centraliza, ignora, promete e não entrega, especialmente para quem não integra o grupo dos escolhidos. E Halum, definitivamente, não estava na lista.
A irritação dele tinha endereço certo. Laurez não liberou sequer um cargo, uma mísera indicação, um único espaço para seu grupo político desde o início da gestão. Zero. Já para Ronaldo Dimas, as portas não só abriram foram escancaradas. Tanto que as contratações estratégicas da pasta e adjacências passaram direto para as mãos dele, fortalecendo justamente o deputado federal Tiago Dimas, que tentará a reeleição em 2026.
Mas a dobradinha não para por aí. Segundo fontes, o secretário de Administração, Marcos Duarte, está atuando lado a lado com Ronaldo Dimas para pavimentar a estrada de Tiago até Brasília e, de quebra, construir sua própria pré-candidatura a deputado estadual. Ou seja: o governo virou literalmente um “projeto pessoal em andamento”, com Laurez assistindo e assinando, enquanto outros tentam sobreviver politicamente em meio ao turbilhão.
César Halum, que também é pré-candidato a deputado federal, percebeu rápido o cenário: o governo que deveria apoiá-lo estava, na prática, fortalecendo seu adversário direto. E o apoio institucional ao seu nome? Nenhum. Nada. Nem um aperto de mão. Só silêncio e isolamento.
A tal “licença médica” virou um eufemismo elegante para o óbvio: Halum saiu não por saúde frágil, mas por asfixia política. Foi esvaziado, engolido pelo esquema pró-Dimas e, no final, descartado com a cerimônia de sempre.
Se a tendência continuar, o recado já está dado: no governo Laurez, quem não ajuda a construir o futuro de Tiago Dimas e as ambições de Marcos Duarte… só ajuda a esquentar a cadeira até chegar a própria exoneração.












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