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Laurez no comando: o governo que prometia mudança, mas só mudou de bolsos

  • Foto do escritor: Tocantins Atual
    Tocantins Atual
  • 26 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura




Se alguém ainda insistir em dizer que Laurez Moreira representa “novos tempos”, só pode estar de brincadeira ou recebendo algum agrado do governo. Laurez conseguiu a proeza de assumir o Estado e, em poucas semanas, transformar o Tocantins numa vitrine ambulante de como governar para a base, agradar padrinhos e empurrar o interesse público para o último lugar da fila.

É impressionante: Laurez nem tentou disfarçar. Já entrou no governo distribuindo cargos como quem distribui panetone em dezembro. Prefeitos, deputados, vereadores, agregados, puxadinhos políticos todo mundo ganhou seu presentinho. Todo mundo, claro, menos a população. Essa continua recebendo aquilo que sobra: nada.

A estratégia é tão velha que devia vir com cheiro de mofo. É o mesmo script de Carlesse, o mesmo script de Wanderley só muda a assinatura na caneta. Laurez não só repete os erros deles como repete os “acertos”: aqueles acertos que servem exclusivamente para garantir lealdades, silenciar críticos e manter o curral eleitoral ruminando feliz.

Mas não se engane: Laurez é só o ator principal de fachada dessa novela. O verdadeiro diretor atende pelo nome de Ronaldo Dimas. Ele não está no gabinete oficial ele está no gabinete real. E é de lá que define, orienta, aconselha e modela os movimentos desse governo tão “interino” quanto conveniente.

Dimas está montando uma engenharia política digna de manual:

  • Fase 1: Transformar o vice de Laurez num sucessor pronto para servir ao projeto, não ao Estado.

  • Fase 2: Usar o governo para fortalecer sua própria musculatura política sem parecer que está fazendo isso.

  • Fase 3: Colocar o filho, Tiago Dimas, na porta de entrada da prefeitura de Araguaína como se fosse vaga reservada em estacionamento de shopping.

Aliás, Araguaína virou praticamente a moeda de troca premium dessa aliança. Enquanto Laurez distribui cargos no Estado, Dimas prepara a cidade para ser o próximo domínio familiar. É quase um feudo moderno: muda o ano, muda o discurso, mas o sobrenome continua.

E o povo? Ah, o povo segue assistindo tudo como figurante sem fala, sem texto e sem salário. As demandas reais, como saúde quebrada, educação sucateada e servidores desprezados, passam longe da prioridade. Afinal, resolver problema não rende apoio político. Agora, dar carguinho, esse rende.

A verdade é que Laurez governa com a pressa de quem sabe que o tempo é curto… e com a ousadia de quem sabe que o eleitor tem memória curta. Enquanto isso, Dimas opera com a paciência de quem planta árvores que só a própria família vai colher.

Chamam isso de articulação, estratégia, visão política. O nome real? Montagem de projeto de poder. E o Tocantins, mais uma vez, tem que assistir ao mesmo teatro, com os mesmos atores, com as mesmas intenções só com figurino trocado.

Se esse é o “novo Tocantins”, parabéns: conseguiram revender o usado como se fosse lançamento. E como sempre, quem paga o preço é a plateia.


 
 
 

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