Lelei está de Volta ao Comando do Tocantins
- Tocantins Atual

- 5 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

Kassio Nunes Marques, ministro do STF, concedeu liminar nesta sexta-feira, 5 de dezembro de 2025, que suspende o afastamento cautelar de Wanderlei Barbosa e determina o seu retorno imediato ao cargo de governador.
Com a liminar, todas as cautelares impostas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) entre elas o afastamento por 180 dias e restrições de acesso a prédios públicos ficam suspensas.
A decisão do ministro baseou-se na avaliação de que os elementos apresentados até o momento não demonstram risco atual que justifique medida tão extrema, e que a manutenção do afastamento prolongado causaria instabilidade institucional, especialmente às vésperas de ano eleitoral.
Em 3 de setembro de 2025, o STJ por unanimidade confirmou o afastamento cautelar de Wanderlei, no âmbito da investigação da Operação Fames-19. A operação apura supostos desvios de recursos públicos destinados à compra de cestas básicas durante a pandemia de Covid-19.
As investigações apontam crimes como peculato, corrupção passiva, fraude em licitação, formação de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Há indícios de que contratos de cestas básicas tiveram superfaturamento e de que recursos públicos teriam sido desviados, gerando prejuízo aos cofres públicos do Tocantins.
Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra o governador e outras pessoas investigadas.
O relator no STF entendeu que não há provas robustas e recentes de risco à ordem pública ou à investigação que justifiquem mantê-lo fora do cargo. As evidências são consideradas insuficientes para justificar a medida extrema.
Além disso, ressaltou-se o princípio da presunção de inocência e o impacto da remoção prolongada de um governador sobre a governança estadual sobretudo em ano pré-eleitoral.
A liminar não encerra o processo: as investigações continuam, e a decisão será analisada em definitivo pela 2ª Turma do STF.
Wanderlei Barbosa reassume imediatamente o cargo de governador do Tocantins, encerrando o período de interinidade exercido pelo vice-governador.
A volta dele ao comando do Executivo deve provocar reorganização da equipe de governo e possível retomada de projetos e agendas administrativas que estavam suspensas.
Politicamente, a reviravolta reacende tensões tanto entre apoiadores quanto opositores e possivelmente vai provocar disputas de narrativa sobre a legitimidade da decisão e o andamento das investigações.












Comentários