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Nomeações Sob Suspeita, Interferências e Pressão Sobre Servidores: Governo Laurez Entra em Rota de Colisão com a Própria Base e Alimenta Clima de Pequena Ditadura

  • Foto do escritor: Tocantins Atual
    Tocantins Atual
  • 2 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura



A exoneração do delegado Bruno Azevedo da Secretaria de Segurança Pública segue repercutindo e expondo fissuras que vão muito além de uma simples troca de comando. A cada nova nomeação, cresce a dúvida sobre qual é se é que existe o critério utilizado pelo governador interino Laurez Moreira para montar sua equipe.

Enquanto sindicatos manifestam apoio ao ex-secretário, o governo tenta sustentar que seria “incompatível” alguém ocupar o cargo e, ao mesmo tempo, representar reivindicações da categoria. Entretanto, esse discurso serve apenas como superfície para esconder um cenário mais profundo: a escalada de perseguição política contra servidores que ousam expressar suas reivindicações.

Dentro do governo, a pauta é silenciosa, mas conhecida: servidores têm medo. Medo de falar, medo de participar de assembleias, medo até de curtir publicações consideradas “desfavoráveis”. A sensação geral é de sufocamento e muitos já se referem ao ambiente como uma pequena ditadura administrativa, onde discordar virou ato de coragem.

Ao mesmo tempo, a falta de coerência nas nomeações só amplia o desgaste. Secretários que não podem tomar posse por impedimentos judiciais, outros que acumulam histórico de processos, decisões guiadas mais por conveniência política do que por competência técnica e casos simbólicos como o de Raul Filho onde a substituição formal pelo filho não esconde que o comando real permanece com o pai.

E agora, soma-se mais uma peça a esse tabuleiro controverso: Eduardo dos Santos Sobrinho, o último secretário da gestão Laurez a enfrentar condenação por fraude em licitação, com dolo comprovado e pena mantida pela Justiça, segundo registros públicos. Enquanto outros investigados foram absolvidos, sua condenação permanece firme.

Diante disso, surge a pergunta inevitável:

Qual será o posicionamento do governo Laurez diante do fato de que mais um de seus escolhidos possui histórico judicial tão pesado?

Até agora, silêncio. Nenhuma nota oficial, nenhuma explicação sobre os critérios, nenhuma reflexão pública sobre o impacto dessas escolhas na credibilidade da gestão.

O governo que cobra “coerência institucional” de sindicatos parece não aplicar a mesma rigidez quando a discussão envolve seus próprios quadros. E essa seletividade só reforça o sentimento de que o Palácio Araguaia está operando em uma lógica própria, mais preocupada em blindar interesses internos do que em garantir transparência ou confiança pública.

Enquanto isso, a pergunta maior continua sem resposta:

O governo Laurez está governando, gerindo ou apenas controlando?

Porque, para muitos servidores e para boa parte da sociedade, a linha entre firmeza administrativa e autoritarismo já está ficando perigosamente tênue e o governo parece não se importar em atravessá-la.

 
 
 

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