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O Clã Que Combate a “Familocracia” Desde que Não Seja a Própria

  • Foto do escritor: Tocantins Atual
    Tocantins Atual
  • 15 de nov. de 2025
  • 1 min de leitura



Vicentinho Jr. finalmente “descobriu” que o Tocantins sofre com a temível familocracia. Uma epifania tardia, porém comovente. É quase poético ver alguém denunciar o sistema que, por mera gentileza do destino, o depositou pontualmente em Brasília em 2014, justo quando seu pai exercia uma das posições mais influentes do país. Um alinhamento astral tão perfeito que nem horóscopo ousaria prever.

O enredo se aprimora quando lembramos que, enquanto Vicentinho protagoniza seu discurso moralizante contra as dinastias, sua própria família segue administrando municípios como quem gerencia filiais de um conglomerado tradicional, passado de geração em geração:

• um irmão à frente de Pindorama;

• outro governando Ipueiras, depois do estágio probatório em Porto Nacional.

Seria injusto não reconhecer o zelo dos Alves pela gestão pública tão zeloso que permanece sempre… em família.

A ironia atinge seu ápice quando o herdeiro político, moldado à sombra de um sobrenome que abre portas com a suavidade de um cartão magnético, tenta erguer a bandeira do combate à herança de poder. É um espetáculo raro: indignação cuidadosamente calibrada, memória seletiva primorosamente polida e um timing retórico digno de quem conhece bem o palco que critica.

No Tocantins, sobrenome nunca foi apenas um detalhe burocrático é uma estratégia eleitoral historicamente eficaz. E os Alves dominam essa arte com a elegância de quem não precisa admitir nada: basta continuar ocupando espaços enquanto denuncia, com a voz serena, exatamente o mecanismo que os sustenta.

No fim, combater a familocracia é um gesto nobre. Desde que, claro, o problema esteja sempre na família do vizinho.



 
 
 

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