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O silêncio que protege: quando investigar vira opção no Tocantins

  • Foto do escritor: Welton Ferreira
    Welton Ferreira
  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

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Não é falta de informação. Não é desconhecimento do caso. E muito menos ausência de gravidade. O que se vê no Tocantins, diante do pedido de instalação da CPMI do Banco Master, é uma escolha política deliberada: investigar ou se calar. E quatro deputados federais optaram, até agora, pelo silêncio.

Ricardo Ayres, Antônio Andrade, Carlos Gaguim e Tiago Dimas não assinaram o requerimento que busca apurar suspeitas de irregularidades financeiras que podem alcançar cifras bilionárias. Também não explicaram por quê. Não emitiram nota, não gravaram vídeo, não deram entrevista. Simplesmente desapareceram do debate público.

A CPMI não trata de boatos de bastidor ou disputas ideológicas. Ela envolve suspeitas de concessão irregular de créditos e a tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), um banco público ligado ao Governo do Distrito Federal e responsável pela folha de pagamento de servidores públicos tocantinenses. Em bom português: dinheiro público, risco público e responsabilidade pública.

Metade da bancada do Tocantins entendeu a gravidade do tema e assinou o pedido. A outra metade preferiu cruzar os braços. Em tempos em que a política se vende como transparente, a omissão pesa — e pesa muito. Porque quem se recusa a investigar não está sendo neutro; está fazendo uma escolha.

As investigações da Polícia Federal apontam para fraudes que podem chegar a valores bilionários. Ainda assim, os quatro deputados seguem mudos. O silêncio, neste caso, não é prudência. É conveniência. É cálculo. É uma forma elegante de não desagradar ninguém enquanto a sociedade fica sem respostas.

A população do Tocantins quer saber: o que exatamente Ricardo Ayres, Antônio Andrade, Carlos Gaguim e Tiago Dimas estão esperando? Que o assunto esfrie? Que as assinaturas faltem? Que o escândalo seja engolido pela rotina de Brasília?

Editorialmente, fica o registro incômodo: quando investigar vira uma opção — e não um dever — algo está muito errado. Porque em política, quem se cala diante de suspeitas bilionárias não está apenas em silêncio. Está tomando partido.

 
 
 

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