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Operação “2º Tempo” investiga desvio de recursos públicos ligados ao Tocantinópolis Esporte Clube

  • Foto do escritor: FLÁVIO GUIMARÃES
    FLÁVIO GUIMARÃES
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

FONTE : DIVULGAÇÃO
FONTE : DIVULGAÇÃO


A Polícia Civil do Tocantins deflagrou nesta quinta-feira (12) a Operação “2º Tempo”, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos destinados ao Tocantinópolis Esporte Clube. Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em endereços ligados a investigados, incluindo locais relacionados ao prefeito de Tocantinópolis, Fabion Gomes, e ao sargento da Polícia Militar Leandro Pereira, presidente do clube.

As diligências ocorreram também em setores da prefeitura, na sede da equipe esportiva e em residências de outros investigados. Durante a operação, os policiais apreenderam R$ 8 mil em dinheiro em um dos endereços.

A ação é conduzida pela 1ª Divisão de Repressão ao Crime Organizado e conta com apoio da Diretoria de Repressão ao Crime Organizado (Dracco), do Grupo de Operações Táticas Especiais (Gote), da Divisão Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa de Gurupi (DHPP-Gurupi) e da Divisão de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DRCOT).

De acordo com a Polícia Civil, as investigações apontam indícios de peculato, falsidade ideológica, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As apurações tiveram início após relatórios de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificarem movimentações consideradas atípicas relacionadas a repasses de recursos públicos ao clube.

Segundo os investigadores, o esquema investigado teria três frentes principais. A primeira envolve a autorização de repasses de recursos municipais à entidade esportiva por gestores públicos, mesmo após decisões do Tribunal de Contas do Estado do Tocantins que já apontavam a ilegalidade dessas transferências.

O segundo ponto diz respeito ao uso do clube como possível estrutura de fachada. Conforme a apuração, documentos como atas e recibos teriam sido produzidos ou alterados para dar aparência de legalidade às transferências financeiras, que não teriam relação comprovada com atividades esportivas ou interesse público.

Já o terceiro eixo investigado envolve a movimentação posterior dos valores. Após serem transferidos para contas da entidade, os recursos teriam sido distribuídos para contas pessoais de dirigentes e terceiros ligados ao esquema. A polícia afirma ter identificado grande volume de movimentações financeiras e saques em dinheiro, prática que dificulta o rastreamento da origem dos recursos.

O prejuízo estimado aos cofres públicos ultrapassa R$ 5,14 milhões.

As investigações apontam ainda que o fluxo de repasses investigado teria começado em 2009 e permanecido até 2024. A irregularidade dessas transferências já havia sido apontada anteriormente pelo Tribunal de Contas do Estado do Tocantins. No Acórdão nº 638/2009, o órgão considerou irregular a prestação de contas referente ao exercício de 2007 e destacou a ausência de autorização legal para repasses de recursos públicos ao clube.

Para cumprir os mandados, a Polícia Civil mobilizou 34 policiais civis, entre investigadores e peritos, responsáveis pela coleta de documentos administrativos, registros contábeis e dispositivos eletrônicos que poderão contribuir para o avanço das investigações. Como um dos investigados é policial militar da ativa, a Polícia Militar do Tocantins também prestou apoio na operação.

O nome da operação faz referência ao “segundo tempo” de uma partida de futebol, simbolizando a continuidade das ações de combate a esquemas ilícitos que, segundo os investigadores, teriam utilizado o esporte como meio para práticas ilegais.


 
 
 

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