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Plano Servir em colapso e Laurez no modo automático: culpar o passado virou política de governo

  • Foto do escritor: Tocantins Atual
    Tocantins Atual
  • 3 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura



Hospitais sem repasse, servidores indignados e obras paradas: enquanto Laurez Moreira posa para fotos em Araguaína, a saúde do Tocantins desmorona. Fontes do governo e do setor hospitalar revelam atraso de meses nos repasses e um clima de dúvida e tensão sobre sua base política.

O Plano Servir, responsável pelo atendimento de milhares de servidores estaduais, vive dias de caos. Hospitais e clínicas credenciadas ao SINDESSTO ameaçam suspender procedimentos eletivos a partir de 10 de novembro por falta de repasses. Nas redes sociais, servidores questionam: “Pra onde vai o dinheiro que é descontado todo mês?”

Fontes do governo afirmam que o passivo é real, mas a gestão interina do governador Laurez Moreira (PSD) continua priorizando aparições públicas e inaugurações visíveis, como a duplicação de uma estrada em Araguaína, enquanto hospitais ficam largados às traças, faltam medicamentos e os servidores estão exaustos e indignados.

Na vinda de Laurez a Araguaína neste final de semana, segundo fontes próximas, apenas Jorge Frederico, Gipão e Eduardo do Dertins estavam visivelmente ao seu lado, enquanto outros deputados que supostamente fariam parte da base política não apareceram. Há rumores de que ele teria 12 deputados fiéis, mas a dúvida paira: onde estão esses parlamentares quando o confronto com a população é inevitável? Será que são realmente aliados ou apenas um jogo do governo para aparentar força?

A Secretaria da Administração (Secad) informou que os pagamentos de maio e junho foram quitados e julho está em andamento, mas agosto, setembro e outubro seguem sem definição, aumentando a insegurança de hospitais e prestadores de serviço. Uma fonte do setor hospitalar afirmou que “o atraso é constante, e os prestadores já não sabem se podem continuar atendendo sem pagamento”.

Enquanto o governo repete o mantra da “herança maldita”, críticos apontam contradições claras: inaugurações com pompa e circunstância, discursos sobre prioridade à saúde, mas, na prática, filas intermináveis, hospitais paralisados e servidores obrigados a pagar por um plano que não funciona.

Um sindicalista ouvido pelo portal resumiu o sentimento geral: “O governo tenta manter a imagem de que tudo está sob controle, mas a realidade é outra. Quem sofre é o povo e os servidores, enquanto a gestão se esconde atrás de desculpas e aparições políticas.”

No palco da política estadual, Laurez Moreira segue atuando em modo automático: culpa o passado, evita explicações e aposta na aparência de força, enquanto a dúvida sobre a fidelidade de seus supostos aliados cria tensão e incerteza sobre a verdadeira capacidade de governar.

 
 
 

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