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Prefeito recebe “carta branca” para majorar IPTU e a revolta da população explode antes mesmo do primeiro aumento

  • Foto do escritor: Flávio Guimarães
    Flávio Guimarães
  • há 5 dias
  • 2 min de leitura

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A Câmara Municipal de Araguaína conseguiu, mais uma vez, fazer história pelo motivo errado. Em uma votação quase clandestina, sem barulho, sem resistência e segundo moradores sem a coragem política mínima necessária, os vereadores aprovaram o decreto que entrega ao prefeito Wagner Rodrigues poderes praticamente absolutos para mexer no IPTU. Na prática, Wagner agora pode redefinir o valor venal de imóveis urbanos como quiser ele decide quanto vale a casa, o lote ou o pequeno comércio de cada cidadão.

A reação popular foi imediata. Em uma cidade que ostenta uma das maiores arrecadações do Tocantins, a narrativa de que era necessária uma “atualização” do imposto não convenceu ninguém. Moradores apontam insensibilidade e oportunismo: enquanto sobram recursos nos cofres e falta transparência nos gastos, a resposta da gestão é justamente aumentar a carga sobre quem já enfrenta um custo de vida sufocante.

Nos bastidores, a irritação também transborda. O apelido Taxagner começou a circular entre servidores, assessores e lideranças locais, numa referência direta à predileção do prefeito por soluções que passam sempre pelo bolso do contribuinte. E o fato de a Câmara ter entregue essa autonomia inteira ao Executivo sem amarras, sem limites, sem debate só reforçou a sensação de submissão política.

Nas redes sociais, o clima é de indignação. Cidadãos questionam o papel dos vereadores, acusando-os de “lavar as mãos” e referendar uma medida que abre espaço para aumentos arbitrários. A crítica mais repetida é simples: como pode um tema que mexe diretamente com o orçamento das famílias ser aprovado como se fosse um detalhe técnico, sem uma única audiência pública robusta?

Especialistas ouvidos pela reportagem são claros: ao permitir que o prefeito reavalie valores venais sem critérios objetivos, sem regras transparentes e sem mecanismos eficazes de contestação, a Câmara abriu um precedente perigoso. O contribuinte fica vulnerável, e qualquer reajuste pode se transformar num aumento brusco difícil de combater e impossível de prever.

Enquanto a indignação cresce, o Executivo segue sem explicar como pretende usar o novo superpoder tributário. Mas uma coisa já é certa: a relação entre prefeitura, Câmara e sociedade entrou em uma fase de tensão intensa. De agora em diante, cada centavo reajustado no IPTU será observado com lupa pela população uma população que já deixou claro que não aceitará mais ser surpreendida por decisões tomadas às escondidas.

 
 
 

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