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Proibido estourar? Só se for a paciência dos moradores

  • Foto do escritor: Tocantins Atual
    Tocantins Atual
  • 10 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura


A lei de fogos que ninguém fiscaliza e a blitz das focinheiras que todo mundo sente no bolso
A lei de fogos que ninguém fiscaliza e a blitz das focinheiras que todo mundo sente no bolso


Em 2023, o então presidente da Câmara, Marcos Duarte, aprovou a lei que proibiu fogos de artifício com estampido em Araguaína. Um avanço civilizatório, diriam alguns. Mas como toda boa lei municipal, ela ficou guardada numa gaveta enquanto os fogos continuam estourando como se vivessemos num réveillon eterno patrocinado pelo caos.

Cães em surto, gatos em estado de espírito ninja, papagaios que desaprenderam o português de tanto susto e claro pessoas com autismo ou síndrome de Down sofrendo crises que, aparentemente, não comovem ninguém no poder. Porque, afinal, quem precisa fiscalizar uma lei que foi criada só para constar no currículo político, né?

A prefeitura, coitada, diz não ter pessoal para isso. Dá para entender: é tanta coisa para NÃO fazer que falta braço mesmo.

…aí aparecem fiscais até debaixo da cama.

Sem campanha educativa, sem aviso, sem explicação e pior: com dúvidas reais se a ASTT tem competência legal para fiscalizar animais, já que… bem… ela cuida de trânsito.

Mas em Araguaína tudo é trânsito: se o cachorro anda, está em movimento; se está em movimento, vira caso da ASTT. Simples assim.

O tutor que tiver um cão considerado grande e ousar deixá-lo respirar ar público sem focinheira pode preparar o bolso: multa na certa. O curioso é que ninguém explicou qual focinheira, como usar, como adaptar o animal. Não há orientação só punição.

  • Fiscalização de fogos: Não temos servidor.

  • Fiscalização de focinheira: Temos até servidor fantasma se precisar!

  • Campanhas educativas: Talvez em Nárnia tenha.

De um lado, a lei dos fogos que até hoje só protege o papel em que foi escrita e olhe lá. Do outro, tutores desesperados tentando entender por que o próprio cachorro agora virou “ameaça pública” digna de blitz.

O resultado?

  • Animais seguem traumatizados pelos fogos que seguem voando.

  • Pessoas sensíveis ao som seguem sofrendo sem apoio.

  • E a população segue tentando entender essa matemática da prefeitura:⠀ onde falta servidor para proteger os vulneráveis, sobra para multar quem tem cachorro.

Será que é mais fácil calar um cachorro com focinheira do que calar barulho de fogos porque dá menos trabalho e mais dinheiro em multa?

A população aguarda ansiosamente o dia em que:

  • fogos realmente serão fiscalizados,

  • campanhas serão feitas antes das punições,

  • e a prefeitura parará de confundir bem-estar animal com trânsito.

Até lá, seguimos com leis protetivas que não protegem, fiscalizações seletivas e um show pirotécnico de incoerência pública digno de uma capital do improviso.

A prefeitura e a ASTT têm espaço aberto para explicarem essa matemática. Porque se existe lógica aqui, ela está mais escondida do que fiscal em festa com fogos.


 
 
 

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