Retrospectiva Legislativa 2025 – Araguaína entre quem entregou, quem traiu e quem simplesmente desapareceu
- Tocantins Atual

- 31 de dez. de 2025
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O ano de 2025 foi pedagógico para Araguaína. Escancarou, sem maquiagem, a diferença entre mandato que entrega e mandato que apenas ocupa cadeira. Enquanto um deputado converteu articulação política em resultados concretos, outros transformaram o ano legislativo em um festival de rompimentos, incoerências e silêncio conveniente.
Marcus Marcelo: quando o mandato vira resultado
Em um cenário de instabilidade política e disputas internas, Marcus Marcelo fez o óbvio que muitos evitam: trabalhou. O deputado encerra 2025 como o único representante de Araguaína capaz de apresentar números, políticas públicas e legado institucional.
Foram mais de R$ 2 milhões investidos diretamente em Araguaína, incluindo um repasse inédito de R$ 1 milhão de uma única vez, algo raro até para veteranos da Assembleia. Recursos que não ficaram em discursos, mas chegaram ao Hospital Regional, ao CAPS, à Clínica Escola Mundo Autista, à educação em tempo integral, à causa animal e à cultura.
No interior, o rastro de entregas se repetiu: Nova Olinda, Palmeirantes e Santa Fé do Araguaia receberam investimentos robustos, com destaque para a saúde área em que filas viraram cirurgias e promessa virou procedimento realizado.
Mas o verdadeiro divisor de águas foi político. Como relator e presidente da Comissão de Educação, Marcus Marcelo foi o fio condutor da aprovação do PCCR da Educação, um direito engavetado há mais de dez anos. Em meio ao período de interinidade no comando do Executivo, Marcus sentou à mesa com o governador interino Laurez Moreira, dialogou com o sindicato da categoria e construiu a ponte necessária para destravar um avanço histórico. Não houve milagre: houve articulação, capacidade técnica e disposição para enfrentar o desgaste político em nome de resultado.
Como bônus institucional, ainda emplacou a lei que reconhece Araguaína como Capital Econômica do Tocantins. Um gesto simbólico, mas com peso histórico e jurídico.
Jorge Frederico: da oposição ao isolamento
Se Marcus Marcelo construiu, Jorge Frederico passou 2025 demolindo pontes. O ano do parlamentar ficou marcado não por entregas, mas por sua atuação como líder da oposição ligada ao grupo do então governador interino Laurez Moreira e por uma sequência de rupturas que beira o suicídio político.
Ao romper com o governador Wanderlei Barbosa, Jorge não apenas escolheu o confronto escolheu também trair o presidente do próprio partido, o Republicanos, isolando-se dentro e fora da legenda. O resultado foi previsível: menos diálogo, menos acesso, menos resultados.
Em um estado onde política ainda se resolve na capacidade de articulação, Jorge Frederico optou pelo palanque permanente. E palanque, como se sabe, não paga ambulância, não constrói escola e não reduz fila de hospital.
Gipão: o mandato invisível
O deputado Gipão segue fiel a uma marca registrada: passar despercebido. Nunca foi wanderlista, mas também nunca assumiu com coragem o papel de opositor. Em 2025, resolveu pender para a oposição ainda assim, sem voz, sem protagonismo e sem entrega.
É o típico mandato que não incomoda o governo, não mobiliza a oposição e tampouco entrega algo palpável à população. Um deputado que existe no Diário Oficial, mas não na memória do eleitor.
Olyntho Neto: a política da conveniência
Já Olyntho Neto protagonizou o roteiro mais explícito de incoerência política de 2025. Autodeclarado wanderlista, vendedor de fidelidade e escudeiro de ocasião, mudou de lado no primeiro solavanco.
Não bastasse a guinada, Olyntho foi além: assinou pedido de impeachment contra o governador Wanderlei Barbosa, tentando reescrever sua própria biografia política em tempo real. O gesto não rendeu liderança, nem respeito, nem entregas. Apenas reforçou a percepção de que fidelidade, ali, era circunstancial.
A conta chega
A retrospectiva legislativa de 2025 deixa uma lição dura, mas necessária para Araguaína: não basta discursar, romper ou posar de oposição é preciso entregar.
Enquanto Marcus Marcelo fecha o ano com obras, recursos, leis e um legado concreto, os demais representantes colecionam rupturas, silêncio ou conveniência política. Em 2026, quando o eleitor for cobrar, a conta será simples: quem trabalhou terá o que mostrar; quem apenas fez política, terá explicações a dar.












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