SAÚDE À DERIVA: MAIS DE 50 DIAS DE LAUREZ NO PODER E O TOCANTINS CONTINUA INTERNADO NA UTI
- Tocantins Atual

- 28 de out. de 2025
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Mais de 50 dias se passaram desde que Laurez Moreira assumiu o comando interino do Governo do Tocantins e, até agora, o caos na saúde pública segue firme, respirando por aparelhos. O Hospital Geral de Palmas (HGP), o Hospital Regional de Araguaína (HRA) e o Hospital Regional de Gurupi continuam enfrentando falta de medicamentos, ausência de médicos, superlotação e descaso com pacientes.
Nos corredores do HGP, a cena é de cortar o coração: pacientes amontoados em macas, outros dormindo no chão, e familiares improvisando travesseiros com roupas. A falta de remédios virou rotina. Médicos relatam trabalhar sem insumos básicos, atendendo com o que têm nas mãos literalmente. No HRA, a situação é semelhante. E o que mais causa indignação é que o atual secretário de Saúde, Vânio Sousa, conhece bem essa realidade. Ele já foi diretor do hospital, mas agora, ocupando o cargo mais alto da pasta, parece ter aprendido a arte política de olhar para o problema e fingir que não vê.
Fontes internas da Secretaria de Estado da Saúde (SES) relatam que Vânio evita enfrentar o caos para não contrariar o governador interino, preferindo o silêncio estratégico. Um servidor ouvido sob reserva ironizou: “Antes, ele criticava o sistema quando era diretor. Agora, sentado na cadeira de secretário, parece que o problema evaporou junto com a coragem”.
Enquanto isso, Laurez segue ensaiando um discurso de eficiência, mas as ações falam por si. Nos bastidores, assessores próximos confirmam que a única prioridade prática do governador interino foi manter a ordem de serviço do Hospital Regional de Gurupi justamente seu reduto eleitoral. Um aliado confidenciou: “Laurez sabe que Gurupi é o que garante seu fôlego político. Ele não vai deixar o reduto dele virar manchete negativa”.
Nos demais hospitais, o abandono reina. O HGP virou sinônimo de sofrimento, e o HRA, de desespero. O Hospital Regional de Gurupi, por sua vez, virou vitrine política recebe atenção, promessas e holofotes, enquanto o restante do Estado agoniza à sombra do descaso.
Servidores da SES relatam atrasos em licitações, contratos nebulosos e repasse de recursos sem transparência. O dinheiro entra, mas ninguém vê o resultado. A pergunta que ecoa entre médicos, enfermeiros e até secretários é direta: para onde está indo o dinheiro da saúde?
Nos bastidores políticos de Palmas, há desconforto até entre aliados do governo. Um secretário confidenciou que “Laurez está mais preocupado em montar palanque do que em montar equipe”. Outros comentam que a Secretaria de Saúde virou um “campo minado”, com decisões concentradas em poucos nomes e pouca disposição para ouvir quem realmente entende da área.
O resultado dessa combinação explosiva é uma saúde pública em colapso e um governo que, mesmo interino, já demonstra os vícios da velha política. Enquanto Laurez tenta consolidar sua imagem de gestor técnico, os hospitais mostram a realidade nua e crua: gente morrendo à espera de atendimento, médicos exaustos e promessas que já perderam o prazo de validade.
A saúde do Tocantins segue internada em estado grave. E, se depender da atual gestão, talvez nem o desfibrilador político consiga trazer de volta o que resta de credibilidade.












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