Sumiram do mapa: a tropa do silêncio que o Tocantins mal percebeu que ainda eram deputados
- Flávio Guimarães

- 23 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

O retorno de Wanderlei Barbosa ao Palácio Araguaia não apenas reorganizou o tabuleiro político do Tocantins. Produziu também um efeito colateral curioso e constrangedor: um apagão parlamentar. Simplesmente desapareceram do radar Jorge Frederico, Olyntho Neto, Gipão, Gutierres e, para surpresa de absolutamente ninguém, Eduardo do Dertins e Danilo Alencar. Estes dois últimos já estavam tão fora de cena que boa parte da população precisou ser lembrada de que ainda exercem mandato.
As redes sociais, antes barulhentas e cheias de indignação seletiva, entraram em silêncio sepulcral. As agendas públicas evaporaram. Em tempos em que política virou maratona de caminhadas, discursos improvisados e fotos sorridentes, esse grupo parece ter adotado uma estratégia alternativa: quanto menos aparecer, melhor.
Não aparecem ao lado de Laurez Moreira. Não dão as caras nas caminhadas da pré-campanha de Irajá. O sumiço coletivo fica ainda mais irônico quando se lembra que Jorge Frederico foi líder de Laurez no governo um cargo que hoje sobrevive apenas na memória dos mais atentos aos arquivos da política tocantinense.
Eduardo do Dertins e Danilo Alencar, por sua vez, parecem viver em uma realidade paralela. Enquanto o estado debate futuro, eles seguem ocupados demais discutindo o passado sobretudo nos tribunais. A atuação parlamentar virou detalhe. A prioridade, ao que tudo indica, é a defesa nos próprios processos. Não por acaso, o eleitor médio já tinha até esquecido que ambos ainda são deputados.
Nos bastidores, a leitura é direta e nada gentil: erraram o palanque, perderam o timing ou simplesmente decidiram se esconder até a poeira baixar. Em política, o silêncio raramente é virtude. Quase sempre é sintoma de medo, de cálculo malfeito ou de irrelevância crescente.
Enquanto alguns encaram o sol, o desgaste e o julgamento popular, Jorge Frederico, Olyntho, Gipão, Gutierres, Eduardo do Dertins e Danilo Alencar inauguram um novo bloco político no Tocantins: o da ausência organizada. Um grupo tão silencioso que corre o sério risco de confirmar, na prática, aquilo que muita gente já comenta nas ruas o Tocantins segue em frente sem sequer notar que eles desapareceram.












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