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TOCANTINS, TERRA DO MILAGRE: LAUREZ MULTIPLICA DINHEIRO ENQUANTO O ESTADO AFUNDA E TCE, MPE E DEPUTADOS APLAUDEM EM SILÊNCIO

  • Foto do escritor: Welton Ferreira
    Welton Ferreira
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

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O Tocantins chegou a um ponto em que nem a ficção aceita competir. O Estado está “falido”, “sem recursos”, “no limite”. Pelo menos no discurso oficial aquele mesmo discurso usado toda vez que o governo precisa cortar programas sociais, paralisar contratos, ou, como agora, demitir em massa jovens, incluindo mulheres grávidas e jovens com deficiência (PCDs).

Mas quando o governo precisa lançar um novo programa, mudar a identidade visual, criar manchetes convenientes ou fazer política com fundo público, o dinheiro aparece. Brota. Se multiplica. É o Milagre da Multiplicação dos Pães versão Palácio Araguaia.

A interrupção do Programa Jovem Trabalhador foi um espetáculo de improviso institucional: Sem aviso, Sem transição, Sem responsabilidade social, Sem alternativa para ninguém.

De uma só vez, 1.600 jovens foram jogados para fora, incluindo:

  • adolescentes vulneráveis,

  • jovens indígenas e quilombolas,

  • jovens PCDs,

  • e até mulheres grávidas, que dependiam da renda do programa para sobreviver.

A desculpa? Uma denúncia lançada no momento perfeito, no timing perfeito, com a narrativa perfeita.

A SETAS divulgou R$ 25,7 milhões em pagamentos sem comprovação. Um número enorme, barulhento e conveniente exatamente quando um novo programa com nova marca e nova propaganda estava prestes a ser lançado.

A estratégia é velha: Primeiro destruir o existente, depois aparecer como salvador apresentando o “novo”.

A denúncia é gigantesca. O impacto social é devastador. E o comportamento das instituições? Uma tranquilidade budista.

O Tribunal de Contas, rigoroso com prefeitos de cidades pequenas, agora parece incapaz de enxergar um problema do tamanho do Estado. O Ministério Público, rápido para ações eleitorais e postagens polêmicas, parece ter travado quando o assunto envolve o próprio governo.

Essa calmaria estranha levanta uma pergunta incômoda:

A Assembleia virou um teatro onde todos escolheram o papel de figurantes. Ninguém questiona de onde está saindo o dinheiro. Ninguém exige explicações sobre o rombo social. Ninguém cobra por que grávidas e jovens com deficiência foram dispensados em plena crise inventada.

Um silêncio tão confortável quanto suspeito.

Para manter jovens em formação, o Estado está falido. Para pagar quem trabalha, está falido. Para garantir direitos básicos, está falido.

Mas para:

  • anunciar programas relâmpago,

  • inventar crises convenientes,

  • criar narrativas que favorecem o governo,

  • e multiplicar recursos conforme a necessidade política…

ah, isso sim funciona.

Se existe milagre financeiro, ele atende pelo nome de Laurez Moreira.

Enquanto o governo brinca de marketing, enquanto instituições se fingem de cegas, e enquanto deputados fazem de conta que não veem nada,

restam os jovens: sem emprego, sem renda, sem futuro e agora até grávidas e jovens PCDs foram jogados ao abandono.

Se o Tocantins vive um milagre, é só para alguns. Para o povo, sobrou a multiplicação do sofrimento.

 
 
 

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