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A Imprensa Não Pode Ser Arma de Extorsão

  • Foto do escritor: Tocantins Atual
    Tocantins Atual
  • 10 de out. de 2025
  • 2 min de leitura


Nos bastidores da imprensa tocantinense e também em diversas outras regiões do país cresce uma prática tão perigosa quanto vergonhosa: o uso indevido da comunicação como instrumento de chantagem e extorsão.

Uma denúncia recebida pelo site Tocantins Atual acaba de cair como uma bomba no meio jornalístico e político do Estado. Segundo informações apuradas, há portais e sites que vêm utilizando seus espaços digitais para chantagear e pressionar prefeitos, deputados e gestores públicos, exigindo contratos de mídia paga em troca de silêncio ou de matérias favoráveis.

O caso ganhou ainda mais repercussão após uma reunião entre a Secretaria de Comunicação do governo Laurez e representantes de veículos de imprensa, na qual foram discutidos os valores atualmente pagos a sites e colunistas. O encontro teve como objetivo reformular todo o sistema de mídia paga, com a criação de um novo processo de recadastramento para identificar quais veículos realmente têm relevância jornalística e quais funcionam apenas como fachadas para práticas de extorsão e chantagem.

Durante a apuração, vieram à tona valores considerados absurdos e desproporcionais, pagos a alguns portais e comunicadores: Paralelo 13 recebia R$ 37.500, AF Notícias, R$ 35.000, Maju Cotrim, R$ 30.000, e Cleber Toledo, R$ 37.500. Os números escancaram um sistema que, por anos, favoreceu poucos e alimentou uma estrutura de dependência financeira incompatível com os princípios da comunicação pública.

Após essa reestruturação e diante da cobrança social por mais transparência, o Ministério Público Estadual (MPE) solicitou esclarecimentos e informações detalhadas sobre os gastos com publicidade institucional e também sobre a destinação das emendas parlamentares. Desde então, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Amélio Cayres, tem se tornado alvo de inúmeras matérias tendenciosas, distorcidas e caluniosas, publicadas por esses mesmos portais, numa clara tentativa de minar sua reputação e enfraquecer sua liderança política.

A tática desses veículos é conhecida: publicações mal-intencionadas, ataques seletivos e manipulação de informações são usados como instrumento de pressão e retaliação. Quando não há pagamento, surgem as “denúncias” fabricadas; quando o dinheiro público é liberado, o tom muda radicalmente.

Trata-se de uma tentativa clara de chantagear gestores públicos, o que representa uma afronta direta à liberdade de imprensa e à ética profissional. Jornalismo não é comércio de silêncio nem ferramenta de vingança. É serviço público, pautado na verdade, na apuração e no compromisso com o interesse coletivo.

Os veículos sérios, que sustentam sua credibilidade com trabalho ético e independente, também são vítimas desse sistema distorcido, pois têm sua imagem contaminada por práticas que em nada representam o verdadeiro papel da imprensa. Misturar jornalismo com extorsão é corroer um dos pilares da democracia.

É necessário que as instituições competentes, como o Ministério Público e a Justiça, atuem com rigor para coibir essas práticas criminosas. A sociedade precisa distinguir quem faz jornalismo com seriedade daqueles que transformam portais em ferramentas de ameaça e oportunismo.

A liberdade de imprensa é um valor inegociável — mas só tem sentido quando acompanhada de responsabilidade e ética. O que se vê em certos casos não é liberdade, é abuso. E abuso precisa ser combatido com a força da lei e com o poder da verdade.

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