A Indústria da Mentira e o Desespero do Governo Interino
- Tocantins Atual

- 15 de out. de 2025
- 2 min de leitura

Quando a verdade ameaça aparecer, o desespero toma conta e é nesse terreno fértil que o Tocantins assiste, mais uma vez, ao renascimento de uma velha máquina: a indústria da mentira. Agora, turbinada por um governo interino que parece mais empenhado em manipular narrativas do que em administrar o Estado.
O alvo, como sempre, é o mesmo: Wanderlei Barbosa. Desde o início da crise política, seu nome virou sinônimo de manipulação, distorção e boatos cuidadosamente plantados para manter viva uma narrativa de criminalização. E, como em toda história mal contada, o roteiro repete-se com os mesmos personagens de sempre os que se beneficiam da instabilidade.
Nos últimos dias, circulou nas redes sociais um texto afirmando que haveria uma nova operação da Polícia Federal contra Wanderlei Barbosa, justamente na véspera de um julgamento decisivo no Supremo Tribunal Federal. O timing perfeito para o caos. A operação, de fato, existe mas não tem qualquer relação com Wanderlei. Mesmo assim, setores ligados ao governo interino trataram de colar seu nome ao caso, numa tentativa desesperada de criar fumaça onde há apenas silêncio.
Essa jogada tem endereço certo: o Palácio. Nos bastidores, comenta-se que a estratégia é desgastar Wanderlei antes que o STF se manifeste. Deputados aliados e adversários sabem que uma decisão favorável ao ex-governador pode virar o tabuleiro político do Tocantins de cabeça para baixo e é justamente esse medo que move o submundo da desinformação.
A prática não é nova. Desde 2022, quando ainda nem era oficialmente candidato, Wanderlei foi alvo de uma campanha subterrânea de fake news. Naquele período, surgiram “operações” da Polícia Federal que nunca existiram, “investigações” que não saíram do papel e “denúncias” que sumiram como fumaça. O padrão é claro: repetir a mentira até que pareça verdade.
Mas agora, o efeito colateral dessas tramas atingiu outro patamar. O prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, acabou preso após a repercussão e o uso político de divulgações envolvendo operações da Polícia Federal. O episódio escancara o que muitos tentavam esconder: a desinformação deixou de ser apenas uma tática eleitoral ela se tornou um instrumento de destruição política, uma arma que atinge aliados, adversários e o próprio equilíbrio institucional do Estado.
Enquanto isso, o governo interino opera na penumbra, apostando que o barulho das redes sociais e o eco das mentiras abafem o som incômodo dos fatos. Cada nova fake news serve como cortina de fumaça, desviando a atenção do que realmente importa: o vazio de gestão, o improviso administrativo e a obsessão em controlar a narrativa.
O Judiciário é empurrado para o centro de uma guerra que não começou. E é justamente dele que o Tocantins espera o desfecho não apenas jurídico, mas moral de um capítulo em que a verdade virou refém do oportunismo político.
No fim, o que se vê é um governo interino que tenta governar com manchetes e manipulações, enquanto o Estado assiste à erosão de sua própria credibilidade. Porque, quando o medo da verdade toma o poder, até a mentira ganha crachá e sala no Palácio.
E o alvo? O mesmo de sempre: Wanderlei Barbosa, que resiste a cada tentativa de ser apagado pelo ruído fabricado do desespero.












Comentários