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Com a canoa afundando: Laurez anuncia crise na saúde e tenta decreto para gastar sem licitação

  • Foto do escritor: Tocantins Atual
    Tocantins Atual
  • 4 de nov. de 2025
  • 3 min de leitura

Governo interino fala em dívida bilionária, busca decretar emergência e enfrenta suspeitas de manipulação política em plena semana decisiva para o julgamento de Wanderlei Barbosa
Governo interino fala em dívida bilionária, busca decretar emergência e enfrenta suspeitas de manipulação política em plena semana decisiva para o julgamento de Wanderlei Barbosa


O governo interino de Laurez Moreira anunciou nesta segunda-feira (3) uma suposta crise financeira de R$ 1 bilhão no Tocantins, atribuindo a situação à gestão anterior. Em coletiva de imprensa no Palácio Araguaia, Laurez afirmou que os cofres públicos estariam comprometidos e que o Estado enfrentaria um colapso na área da saúde.

A solução apresentada foi a edição de um decreto de emergência financeira, que permitiria contratações sem licitação  uma “licença para gastar” que acende todos os alertas de quem entende como a máquina pública realmente funciona.

Nos bastidores, a pergunta é direta: quando foi que crise de dívida virou catástrofe natural? Porque, até onde a memória política alcança, decretos de emergência servem para situações fora do controle enchentes, pandemias, tragédias. Nunca para justificar contas atrasadas.

Nem nos tempos de Siqueira Campos ou Marcelo Miranda, quando o Estado literalmente atrasava salários, houve decreto de emergência financeira. O cenário atual, portanto, é no mínimo suspeito.

A coletiva de Laurez ocorreu na semana em que deve ser analisado o possível retorno de Wanderlei Barbosa ao governo. E, curiosamente, no mesmo período, o Jornal Anhanguera publicou matéria destacando o “caos na saúde” e a dívida milionária. Coincidência? Difícil acreditar.

Nos bastidores, aliados de Wanderlei garantem: o discurso foi ensaiado. A intenção seria criar uma cortina de fumaça em plena semana decisiva no Tribunal  e tentar transformar incompetência administrativa em espetáculo político.

Pra completar o roteiro, Laurez embarcou para Brasília no mesmo dia, alegando que buscaria ajuda financeira. Mas quem acompanha os bastidores sabe: foi uma fuga tática, um sumiço calculado para evitar o desgaste de ter que explicar o inexplicável.

Enquanto o governo fala em R$ 580 milhões de dívida apenas na saúde, a Secretaria da Fazenda aponta que os restos a pagar estão dentro da média histórica  cerca de R$ 320 milhões. Ou seja: o caos anunciado não tem lastro técnico.

Durante o governo de Wanderlei Barbosa, o Estado quitou mais de R$ 700 milhões em dívidas antigas, elevou a nota CAPAG de C para B+ e ainda garantiu um empréstimo de quase R$ 2 bilhões, avalizado pela União. E aí surge a pergunta que ninguém ousa fazer:

Ou Laurez mente agora, ou mentiu antes pra alguém. Mentiu pra União, quando apresentou dados positivos pra liberar o empréstimo, ou mentiu pra imprensa, quando posou de vítima de um “rombo herdado”? Nos dois casos, o problema é grave.

A ironia se completa com a presença de dois personagens conhecidos da política tocantinense: Marcos Duarte, atual secretário de Administração, e Ronaldo Dimas, secretário de Planejamento.

Quando era vereador em Araguaína, Duarte acusou Dimas  então prefeito de mentir sobre as contas públicas do município. Hoje, os dois dividem mesa e calculadora no mesmo governo. “Se isso aconteceu em Araguaína, imagina agora com Laurez junto”, provoca um aliado de Wanderlei Barbosa, em tom de deboche.

Especialistas lembram que decretar emergência significa, na prática, suspender os controles e liberar o gasto sem licitação. É a senha para abrir contratos diretos, dispensando concorrência e transparência.

E a questão vai além da técnica: o decreto seria assinado pelo próprio governador, que agora despacha de dentro da Secretaria da Saúde  um gesto simbólico, mas vazio de propósito.

Na prática, o decreto de Laurez abre espaço para contratações diretas milionárias, sem prestação de contas imediata exatamente o tipo de manobra que governos fragilizados costumam adotar quando estão de olho em sobrevida política.

Fontes ligadas ao Palácio relatam um ambiente de pânico silencioso. Assessores tensos, parlamentares sumidos e um grupo de articuladores preparando rotas de fuga caso Wanderlei Barbosa volte ao comando do Estado.

O Republicanos Tocantins, partido de Wanderlei Barbosa, já articula ações jurídicas para barrar o decreto e questionar contratos sem licitação que possam ser firmados com base nele. Nos bastidores, fala-se em uma representação nos órgãos de controle para investigar possível abuso de poder e uso político de medidas emergenciais.

O Plano Servir, antes exemplo de reestruturação sob Wanderlei Barbosa, virou outro retrato da desordem. Desde a posse de Laurez, os repasses estão interrompidos há dois meses, colocando o sistema à beira do colapso.

Enquanto isso, servidores e beneficiários sofrem com a falta de atendimento, e o que era símbolo de estabilidade virou sinônimo de abandono.

O Tocantins, que há poucos meses era elogiado pelo Tesouro Nacional pela solidez fiscal, agora é retratado como um Estado quebrado mas apenas no discurso conveniente de um governo que precisa justificar seus próprios erros.


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