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De Possível Concorrência a Parceria: O Movimento que Fortalece Dois Grandes Grupos no Bico

  • Foto do escritor: FLÁVIO GUIMARÃES
    FLÁVIO GUIMARÃES
  • há 13 horas
  • 2 min de leitura




Durante anos, mesmo atuando na mesma região, Jair Farias e Amélio Cayres nunca foram rivais diretos. Representantes de forças políticas distintas dentro do Bico do Papagaio, ambos construíram bases próprias, elegeram prefeitos e consolidaram influência sem necessariamente colidir no mesmo espaço eleitoral.

Mas a chegada de Amélio à presidência da Assembleia Legislativa acendeu um sinal de alerta.

Nos bastidores políticos, a tradição pesa: nomes que passaram pelo comando da Casa acabaram migrando para a Câmara Federal, como César Halum, Osires Damaso, Júnior Coimbra e Toinho Andrade.

E foi justamente essa lógica que inquietou Jair.

Com o novo protagonismo de Amélio no comando do Legislativo, cresceu o temor de que seu próprio projeto político viabilizar uma candidatura a deputado federal fosse atropelado por uma possível candidatura natural do presidente da Assembleia.

O ruído existiu. E durou.

Por mais de um ano, o incômodo foi silencioso, mas real.

Até que veio a conversa.

Conhecido pelo estilo conciliador, Amélio chamou Jair para um diálogo direto e tratou de desmontar a desconfiança: não pretende disputar vaga na Câmara Federal. Não quer Brasília. Seu projeto político permanece no Tocantins.

O gesto não apenas desarmou a tensão redefiniu o tabuleiro.

A partir dali, a relação deixou de ser marcada por cautela e passou a ser estratégica. Sem disputar o mesmo espaço, os dois passaram a atuar como forças complementares.

Na prática, a equação é simples:



Se Amélio não disputar cargos majoritários, seu grupo mantém presença no Legislativo estadual. Se disputar o Governo do Estado, abre-se o caminho para Jair avançar rumo à Câmara Federal.

O que antes poderia ser concorrência virou convergência.

Mas é importante deixar claro: essa parceria entre Jair Farias e Amélio Cayres só tem a ganhar.

Não se trata de uma aliança onde um avança e o outro recua. Não há concessão de espaço há ampliação de território político.

Jair ganha estabilidade para consolidar sua caminhada rumo à Câmara Federal sem enfrentar a sombra de um nome forte da própria região. Amélio, por sua vez, fortalece sua liderança estadual, amplia sua rede de apoio e mantém seu grupo politicamente protegido e competitivo.

Ou seja: ambos ampliam poder, ampliam influência e ampliam suas chances eleitorais.

Não há desgaste há fortalecimento.

Não há divisão há soma.

Hoje, a aliança é pública.

Amélio declara apoio ao projeto de Jair para deputado federal e afirma trabalhar para que ele seja um dos mais votados. Jair, por sua vez, retribui o gesto ao prometer empenho na consolidação do nome de Raul Cayres no cenário estadual.

Mais do que um acordo político, trata-se de uma reorganização de forças no Bico do Papagaio.

A união entre duas lideranças que antes orbitavam espaços distintos agora projeta um novo eixo de influência regional com potencial de impactar não apenas eleições proporcionais, mas também disputas majoritárias no futuro próximo.

No fim das contas, o que começou como desconfiança evoluiu para parceria e uma parceria em que os dois lados saem maiores do que entraram.

No xadrez político do Bico, é um movimento onde não existem perdas apenas ganhos mútuos.

 
 
 

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