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Editorial | A imoralidade da votação secreta na Câmara de Araguaína

  • Foto do escritor: Tocantins Atual
    Tocantins Atual
  • 27 de set. de 2025
  • 2 min de leitura


A Câmara Municipal de Araguaína mergulhou em mais um escândalo que envergonha a cidade e revolta os cidadãos. Em uma votação secreta, realizada na calada da noite, os vereadores aprovaram reajustes generosos para servidores da própria Casa e ampliaram benefícios, sem qualquer debate público ou transparência.

Entre os absurdos, está a criação de um salário de R$ 8 mil para o cargo de chefe de gabinete de vereador, que sequer exige nível superior, além de assessores com apenas o ensino fundamental recebendo R$ 3.600. Em um município onde a população luta diariamente contra a precariedade dos serviços de saúde, educação e infraestrutura, tais privilégios representam não apenas um descompromisso com a sociedade, mas uma verdadeira afronta à moralidade pública.

A escolha do voto secreto não é detalhe técnico: é estratégia. Escondidos do olhar do eleitor, os vereadores buscaram se blindar da cobrança popular, deixando claro que os interesses particulares prevalecem sobre a responsabilidade de representar o povo de Araguaína. É a institucionalização da falta de respeito com o eleitor.

A imoralidade desse ato não se limita aos números ou cargos criados. Ela se traduz na traição da confiança de milhares de cidadãos que esperam ética, transparência e responsabilidade de seus representantes. Ao agir dessa forma, a Câmara de Araguaína não apenas se distancia de sua função democrática, como expõe o município a uma vergonha pública.

Araguaína merece mais do que conchavos de bastidores. Merece vereadores que tenham coragem de mostrar seus votos e de enfrentar o povo de cabeça erguida. O que se viu, porém, foi exatamente o contrário: um teatro de privilégios, protegido pelas sombras do sigilo.

É urgente que a sociedade civil, entidades de classe e o próprio eleitorado se levantem contra esse tipo de prática. A transparência é o mínimo que se espera de quem ocupa cargos públicos. O silêncio diante dessa imoralidade será sempre interpretado como permissão para que ela se repita.




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