Laurez janta com aliados de Wanderlei e pede R$ 300 milhões: o banquete da contradição em Brasília
- Tocantins Atual

- 5 de nov. de 2025
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O jantar em Brasília, realizado nesta terça-feira (4), parecia mais um evento de confraternização política do que uma reunião de trabalho. Prefeitos, deputados, a senadora Professora Dorinha e o senador Eduardo Gomes marcaram presença. Mas quem roubou os holofotes foi o governador interino Laurez Moreira, que chegou como convidado e saiu como protagonista — ainda que cercado, ironicamente, por aliados do governador afastado Wanderlei Barbosa.
“Foi curioso ver Laurez tentando liderar uma mesa onde quase todos ainda juram fidelidade a Wanderlei”, comentou, em tom reservado, um deputado presente ao encontro. Segundo ele, o clima era de cordialidade estratégica: “Ninguém queria constrangimento, mas todo mundo sabia o que estava em jogo. Laurez quer mostrar força, mesmo que para isso precise posar com quem o vê como passageiro temporário do Palácio.”
A reunião foi precedida por um pedido robusto do governador interino: R$ 300 milhões em emendas parlamentares para reforçar o caixa estadual — o mesmo caixa que ele disse estar “falido” há poucos dias, quando anunciou uma crise de R$ 580 milhões na saúde.
Uma fonte próxima à bancada federal ironizou: “Se o Estado está quebrado, Brasília virou pronto-socorro de luxo. Ele veio pedir remédio caro pra uma doença que ele mesmo anunciou.”
Nos bastidores, a avaliação é que o jantar teve mais marketing do que resultado concreto. Parlamentares de peso, ligados a Wanderlei, já haviam carimbado R$ 1 bilhão em emendas para seus redutos, enquanto o governo de Laurez ficou com apenas R$ 139 milhões. O interino agora tenta triplicar esse valor, na esperança de exibir conquistas em um ano eleitoral decisivo.
Um prefeito presente no jantar resumiu o tom da noite: “Foi um banquete de discursos e selfies. Todo mundo comeu, mas ninguém engoliu o discurso de unidade.”
Analistas políticos classificam o gesto de Laurez como uma “articulação de sobrevivência”: ele tenta se firmar no jogo de Brasília enquanto o futuro político do Estado segue em suspense com a possível volta de Wanderlei.
Ao fim, a ironia ficou servida: enquanto em Brasília o jantar foi farto, a saúde do Tocantins segue em jejum, esperando os mesmos recursos que agora viraram pretexto para fotos, abraços e encenações políticas.












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