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Opinião | Laurez, Marcos Duarte e Irajá Abreu: quando a fé é usada como palanque

  • Foto do escritor: Tocantins Atual
    Tocantins Atual
  • 11 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 11 de set. de 2025



A política tocantinense entrou em um terreno perigoso: a manipulação da fé como instrumento de poder. O governador interino Laurez Moreira (PSD), o vereador Marcos Duarte (PSD) — que se apresenta como líder evangélico, mas está filiado a um partido de centro-esquerda — e o senador Irajá Abreu (PSD) parecem não ter escrúpulos em misturar religião e política quando isso lhes convém.

Na prática, o discurso cristão defendido em palanques e púlpitos não combina com os acordos costurados nos bastidores. Enquanto falam em valores espirituais e conservadores, se unem a forças políticas de esquerda, inclusive ao PT, numa contradição que não pode ser ignorada. Não é pecado buscar alianças, mas é hipocrisia esconder da base religiosa o verdadeiro jogo político em andamento.

Marcos Duarte, em especial, carrega a responsabilidade de ser referência evangélica. No entanto, ao se colocar como avalista dessas alianças contraditórias, demonstra que sua filiação partidária fala mais alto que a coerência com os princípios que deveria representar. Laurez, por sua vez, tenta se equilibrar entre o discurso moralista e os acordos políticos que negam esse mesmo discurso. E Irajá age como articulador de conveniências, pensando apenas em projetar poder.

O resultado? Evangélicos e católicos se sentem traídos. Quem acreditou no compromisso espiritual de seus líderes agora percebe que a fé virou moeda de troca. E isso mina a confiança, não apenas nos políticos, mas também nas instituições religiosas que, de certa forma, emprestam legitimidade a esse jogo.

É preciso dizer com clareza: Laurez, Marcos Duarte e Irajá estão testando os limites da paciência da comunidade de fé. Se desejam alianças com a esquerda, que tenham a coragem de assumir essa escolha publicamente. O que não podem é continuar usando versículos e discursos de púlpito para manipular a crença popular.

A fé não foi feita para ser usada como palanque. Quando a religião é transformada em ferramenta de barganha, todos perdem: os fiéis, que são manipulados; os líderes, que perdem credibilidade; e a própria política, que se torna um teatro de falsidade.

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