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Tocantins em colapso: governo interino mergulha em escândalos, denúncias e disputas políticas

  • Foto do escritor: Tocantins Atual
    Tocantins Atual
  • 6 de nov. de 2025
  • 3 min de leitura



O governo interino do Tocantins vive dias de desordem, denúncias e uma sucessão de crises que já fazem o Estado parecer um laboratório de improvisos administrativos. No centro da nova polêmica, o prefeito de Carmolândia, Douglas Oliveira, detonou uma bomba: afirmou ter sido coagido politicamente a apoiar o governador interino Laurez Moreira para que benefícios fossem liberados ao município.

A fala, feita durante uma reunião de prefeitos em Brasília, expôs o que muitos já sussurravam nos bastidores: a liberação de recursos virou moeda de troca política no atual governo.

A reação do Palácio Araguaia veio com fúria. O secretário de Administração, Marcos Duarte, saiu em defesa do governador e chamou Douglas de “mentiroso” e “leviano”. O ataque, porém, surtiu o efeito contrário o prefeito dobrou o tom e anunciou que levará o caso à Polícia Federal.

“Eu provo, e tenho testemunhas. Não é mais uma questão institucional. Vou levar à PF para provar que não estou mentindo”, disparou Douglas, em tom de desafio.

Desde que assumiu interinamente o comando do Estado, Laurez Moreira tenta sustentar a narrativa de “governo técnico e equilibrado”. Mas, na prática, o que se vê é um cenário de instabilidade, com exonerações em massa, recuos administrativos e denúncias de uso político da máquina pública.

A cada semana, novos nomes são trocados, decisões são anuladas e secretarias viram palco de disputas internas. O discurso de moralização virou fumaça diante do volume de bastidores, chantagens políticas e desorganização administrativa.

O caso envolvendo Carmolândia é só a ponta de um iceberg que ameaça afundar de vez a credibilidade da gestão interina. Nos corredores, prefeitos relatam pressões veladas, promessas condicionadas e um ambiente de tensão e desconfiança.

No meio do fogo cruzado, Marcos Duarte se tornou símbolo das contradições do atual governo. Como secretário, tenta se vender como defensor da eficiência e da moralidade pública. Mas seu histórico político em Araguaína e a forma agressiva com que responde a críticas o transformaram em um dos nomes mais controversos da atual gestão.

Duarte que quando vereador fazia discursos inflamados contra antigos prefeitos agora defende com unhas e dentes um governo cercado por suspeitas. O mesmo político que já denunciou “manobras fiscais” no passado, hoje é acusado de atacar prefeitos que expõem possíveis irregularidades.

Nos bastidores, cresce o incômodo entre prefeitos e deputados. A sensação é de que o governo interino perdeu o controle da máquina e opera no improviso. As sucessivas crises e a falta de diálogo transformaram o Palácio Araguaia em um campo minado, onde cada pronunciamento público pode virar uma nova bomba política.

Enquanto o governador interino tenta apagar incêndios, o discurso de renovação e transparência se desmancha. O que era para ser um governo de “responsabilidade” virou um laboratório de recuos, vaidades e contradições.

A denúncia do prefeito Douglas foi apenas o estopim. Ele disse ter sido pressionado a se alinhar politicamente para liberar obras e convênios. Quando retrucado pelo secretário, respondeu com indignação:

“Será que todos os outros 50 prefeitos que me aplaudiram estão mentindo também?”

A fala ecoou entre gestores municipais e escancarou o desconforto com o governo interino. O episódio expôs o que muitos preferem não dizer publicamente: a administração Laurez está cercada de desconfiança, vaidade e medo político.

O Tocantins, mais uma vez, se vê à beira de um colapso político. A promessa de “reorganização administrativa” virou um mosaico de disputas, crises e denúncias. O governo que se apresentava como “transparente e técnico” se afunda em acusações, contradições e perda de credibilidade.

E o caso de Carmolândia, se levado à Polícia Federal, pode ser o divisor de águas aquele que separa o discurso de moralidade da dura realidade de um governo que parece governar por conveniência, e não por convicção.

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