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CHAPA DE BRASÍLIA E O PODER ECONÔMICO

  • Foto do escritor: WELTON FERREIRA
    WELTON FERREIRA
  • há 14 horas
  • 2 min de leitura



Nos bastidores da política tocantinense, já não é sequer um sussurro é praticamente consenso nas conversas de gabinete, nos corredores das câmaras municipais e até nas mesas de bar do interior: Dorinha Seabra, Carlos Gaguim e Eduardo Gomes não têm intimidade com o povo do Tocantins.

Funcionam como aquele pai ausente que manda o dinheiro no fim do mês, paga as contas, mas não sabe o nome do professor do filho, nunca apareceu na reunião da escola e não reconheceria o próprio endereço sem o GPS.

Mandam emendas e acham que isso substitui presença.

E o mais curioso: fazem questão de confirmar essa imagem sempre que desembarcam no estado, agindo como se o Tocantins fosse apenas o palco de um espetáculo onde só existem três protagonistas… e todo o resto são figurantes agradecidos.

O roteiro é sempre o mesmo.

Chegam aos municípios promovendo um verdadeiro “arrastão institucional” de prefeitos e lideranças locais. E não se enganem: quando dois senadores da República sendo uma com mandato garantido até 2030 e um deputado federal batem à porta de um prefeito do interior, não há muito espaço para “diálogo republicano”.

O nome disso não é articulação.É constrangimento com verniz institucional.

Chamam de apoio. Mas o cheiro é de pressão.

E tudo isso faz perfeito sentido dentro de um projeto que nunca foi escondido: uma chapa desenhada em Brasília, pensada em Brasília e operada com lógica de Brasília onde o Tocantins entra não como prioridade, mas como território operacional.

Uma peça no tabuleiro.

Um degrau.

Um meio.

Não um fim.

Para quem já deixou claro que trabalha por um projeto de poder nacional mesmo sem ocupar o Palácio do Planalto  o estado vira apenas ativo político.

E ativos, como se sabe, são administrados… não ouvidos.

O trio não negocia. Não dialoga. Não admite contraponto.

E talvez seja exatamente por isso que o projeto avance com tanta eficiência: porque compartilham a mesma convicção silenciosa e perigosamente prática

De que, no final, os fins justificam os meios.

Mesmo que o meio seja transformar o Tocantins em vitrine…… enquanto o poder real continua sendo decidido a 1.000 quilômetros de distância.

 
 
 

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