EM GURUPI, CARNAVAL VALE MAIS QUE SAÚDE
- FLÁVIO GUIMARÃES

- há 51 minutos
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MPE pede à Justiça o BLOQUEIO da verba da folia e cobra R$ 300 mil da prefeita e da secretária por danos morais coletivos. Mofo, infiltrações e falta de alvarás contrastam com a prioridade da gestão.
Por fontes do Ministério Público e do Conselho Regional de Medicina04 de fevereiro de 2026
O cenário em Gurupi beira o absurdo. Enquanto 16 Unidades de Saúde da Família, dois CAPS e a Policlínica Municipal enfrentam mofo, infiltrações, rachaduras estruturais e ausência de alvarás sanitários e do Corpo de Bombeiros, a gestão da prefeita Josi Nunes mantém o foco nos gastos com o Carnaval.
Diante do que classifica como uma situação “caótica”, comprovada por 24 relatórios do CRM e mais de 250 requisições de informação ignoradas ao longo de cinco anos, o Ministério Público Estadual decidiu recorrer à Justiça. O promotor Marcelo Lima Nunes, da 6ª Promotoria, pede a suspensão imediata de contratos e despesas do Carnaval de Gurupi, além da condenação da prefeita e da secretária de Saúde, Luana Nunes, ao pagamento de R$ 300 mil por danos morais coletivos.
A administração municipal tentou minimizar o desgaste ao se manifestar apenas sobre falhas no Portal da Transparência, classificadas como “pontuais”. Sobre o colapso da saúde pública e a possibilidade de redirecionar recursos da festa para a recuperação das unidades, preferiu o silêncio.
Nos bastidores, cresce a crítica ao uso político da pasta da Saúde, já que Luana Nunes, filha da prefeita, é tratada como possível candidata a deputada federal. Para fontes do MPE, a gestão teve tempo, alertas e propostas de solução, inclusive um Termo de Ajustamento de Conduta, ignorado pela prefeitura.
O caso expõe uma escolha clara: priorizar o espetáculo ou garantir atendimento digno à população. Enquanto pacientes são atendidos em ambientes insalubres, a cidade se prepara para a folia. Agora, cabe à Justiça decidir se Gurupi continuará investindo em confete enquanto a saúde pública apodrece.
A festa pode até ser passageira. As consequências do descaso, não.












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