GANHAR É LUCRO, PERDER NÃO DÓI
- FLÁVIO GUIMARÃES

- há 6 horas
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Em entrevista recente, a senadora e pré-candidata ao governo do Tocantins, Dorinha Seabra, resolveu ser sincera até demais.
Disse que vai disputar o governo. Mas, se não ganhar… não tem problema. Ainda seguirá senadora até 2030. Já os concorrentes, coitados, não terão essa mesma “sorte”.
Pronto. Está dito.
Para alguns, a eleição é tudo ou nada. Para Dorinha, é só um teste. Uma experiência. Um test-drive no poder executivo.
Se der certo, assume o volante do Palácio. Se não der, volta confortavelmente para a poltrona do Senado.
Sem trauma. Sem prejuízo. Sem risco real.
É quase como quem participa de um sorteio já sabendo que o prêmio de consolação é garantido.
A fala não soa como determinação de quem quer governar. Soa como a tranquilidade de quem sabe que não precisa.
Não há urgência.Não há necessidade.Há apenas conveniência.
Governar virou uma opção no cardápio não uma missão.
Enquanto adversários entram na disputa apostando o futuro político, Dorinha entra apostando… nada. Porque já está segurando o seguro.
E quando alguém disputa sem precisar vencer, o recado é claro:o projeto não é vital é circunstancial.
No fundo, a declaração revela um olhar quase desdenhoso sobre o próprio cargo que diz querer ocupar.
Como quem afirma:
O Tocantins, nesse raciocínio, não parece ser prioridade.
Parece ser oportunidade.












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