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O G5 AFUNDA — E PODE LEVAR JUNTO DORINHA SEABRA, EDUARDO GOMES E CARLOS GAGUIM

  • Foto do escritor: WELTON FERREIRA
    WELTON FERREIRA
  • há 9 horas
  • 2 min de leitura




Nos bastidores da política tocantinense, o autointitulado “G5 da boa gestão” parece cada vez mais distante da imagem que tentou vender. O grupo que se apresentava como vitrine administrativa hoje é descrito, em conversas reservadas, como um verdadeiro barril de pólvora de irregularidades prestes a explodir a qualquer momento.

Enquanto o discurso oficial ainda insiste na narrativa da eficiência, o que se comenta nos corredores do poder é bem menos confortável.

Fontes internas relatam que as investigações conduzidas pelo Ministério Público do Tocantins já provocam movimentações discretas, reuniões fora da agenda e tentativas de contenção envolvendo nomes como Wagner Rodrigues, Eduardo Siqueira Campos, Ronivon e a prefeita de Gurupi, Josi Nunes.

Em Araguaína, a gestão que costuma falar em prioridades agora precisa explicar por que contratos de decoração somando cerca de R$ 11 milhões ganharam protagonismo administrativo com direito a coqueiros cenográficos financiados em valores que hoje levantam questionamentos.

Em Porto Nacional, a situação ganha contornos ainda mais delicados. Além de um ex-secretário investigado por improbidade administrativa, apuram-se diferenças nas contas da prefeitura que girariam em torno de R$ 11 milhões. Um número que deixou de ser apenas contábil e passou a ser politicamente tóxico.

Em Palmas, o prefeito Eduardo Siqueira Campos entrou no radar da Polícia Federal em investigação relacionada a vazamentos de informações um episódio que adiciona ainda mais tensão ao ambiente político.

Já em Gurupi, a prefeita Josi Nunes foi obrigada a agir para corrigir problemas na UPA do município, que acabou virando símbolo de desgaste administrativo. O detalhe que circula nos bastidores é que a Secretaria de Saúde está sob comando de sua própria filha ampliando o peso político da crise.

Mas o ponto mais sensível talvez não esteja apenas nos fatos isolados.

Está no efeito dominó.

O G5, que já declarou apoio às pré-candidaturas de Dorinha, Eduardo Gomes e Carlos Gaguim, começa a se transformar em um risco político direto para todos.

Nos bastidores, a avaliação é que esse barril de pólvora pode explodir justamente no início das pré-campanhas atingindo em cheio quem hoje parece mais preocupado com articulações eleitorais do que com o terreno instável sobre o qual pisa.

Porque, enquanto avançam nas costuras políticas, há quem veja Dorinha, Eduardo Gomes e Carlos Gaguim entrando em uma verdadeira areia movediça.

E areia movediça tem uma característica simples:

quanto mais se insiste em avançar sem perceber o risco, maiores são as chances de afundar a ponto de não conseguir sair.

O G5 prometia força.

Hoje, entrega instabilidade.

E pode arrastar junto aqueles que decidiram subir no mesmo palanque.

 
 
 

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