OPINIÃO - OMISSÃO EM ESCOLA TERMINA COM ALUNO PERDENDO TESTÍCULO E JUSTIÇA CONDENA MUNICÍPIO DE ARAGUAÍNA
- FLÁVIO GUIMARÃES

- há 12 minutos
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O caso do aluno de 8 anos que perdeu um testículo após ser agredido dentro de uma escola pública escancara algo que vai muito além de um episódio isolado: revela o preço da omissão do poder público.
A recente condenação judicial do município não é apenas um ato formal da Justiça é o reconhecimento de que houve falha. E uma falha grave.
Uma criança pediu ajuda dentro de uma escola. Estava com dor. Estava machucada. E, em vez de ser tratada como uma situação de urgência, recebeu como resposta a orientação para “sentar”.
O resultado veio horas depois: uma emergência médica ignorada no momento em que ainda havia tempo de evitar o pior. A demora custou um órgão. Custou uma parte do corpo de uma criança.
Não se trata aqui de discutir se houve intenção. O ponto é que houve negligência no cuidado imediato e a consequência foi irreversível.
A decisão da Justiça reconhece isso.
Mas agora o debate deixa de ser apenas jurídico e passa a ser moral.
Cabe à Prefeitura de Araguaína e ao prefeito Wagner Rodrigues decidir qual postura adotar diante desse episódio.
Recorrer pode ser um direito administrativo.
Mas será que é o caminho correto?
Recorrer, nesse contexto, não seria apenas prolongar o sofrimento de uma família que já convive com um dano permanente causado dentro de um ambiente que deveria ser de proteção?
A gestão municipal precisa compreender que este não é um caso comum de disputa judicial. É uma situação que envolve responsabilidade humana, não apenas financeira.
O pagamento célere da indenização não apagará o que aconteceu.
Mas recorrer da decisão pode transformar um erro já reconhecido em uma postura institucional de insensibilidade.
O município já foi condenado pela Justiça.
Agora será julgado pela sociedade.












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